Preço do carro usado vai cair? Por quanto tempo imposto ficará mais baixo?

Entenda o impacto da medida para volta do carro popular no preço dos carros usados.

A decisão recente do governo brasileiro, de conceder um abatimento de até 10,96% no preço dos veículos novos, agitou o setor automobilístico do país. O principal objetivo desta política é estimular a produção e comercialização de novos carros, visando a atualização da frota nacional, que hoje tem uma idade média próxima a 11 anos. O impacto desta política, no entanto, não se restringe apenas ao mercado de veículos novos. É esperado que o mercado de seminovos e usados também seja afetado, com uma previsão de queda nos valores desses veículos, dado o decréscimo no valor dos carros novos.

O mercado de carros usados e seminovos deve enfrentar uma redução de valores, acompanhando o desconto aplicado aos veículos novos. Enilson Espínola Sales, presidente da Fenauto, destaca que embora esta política incentive o comércio de veículos, a falta de detalhes sobre a média de desconto por veículo e quantos modelos serão beneficiados dificulta a previsão precisa de quanto o preço dos carros usados pode cair. A expectativa é que o desconto médio reflita proporcionalmente na redução do valor dos veículos usados e seminovos, especialmente aqueles cujos preços estão mais próximos dos veículos novos.

No entanto, há uma percepção de que essa queda nos preços pode não persistir por muito tempo. A principal razão para essa expectativa é a natureza temporária da política governamental, que deve durar entre três a quatro meses, de acordo com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Após esse período, é provável que os preços dos veículos novos aumentem novamente, o que pode levar a uma valorização dos carros usados. Além disso, o mercado de carros usados tem a tendência de absorver rapidamente essas reduções, o que significa que o desconto nos carros usados pode ter uma duração ainda mais curta que a própria medida governamental.

Porém, a medida governamental também tem sido alvo de críticas. Enilson Espínola Sales, por exemplo, argumenta que a medida favorece exclusivamente as fabricantes de automóveis, deixando de considerar outros segmentos do setor automotivo, como autopeças, seminovos e usados, bem como os consumidores finais. Ele também destaca que a dificuldade de acesso ao crédito ainda é um problema relevante, visto que um terço dos carros novos vendidos no Brasil em 2023 é financiado, mas as taxas de juros elevadas fazem com que os bancos liberem menos linhas de crédito.

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