Problemas no novo Citroën C3 – situação atual

No começo de maio, concessionários enviaram um duro documento à Stellantis criticando a montadora por problemas no C3. Saiba como está a situação.

As associações de concessionários que vendem carros Citroën (Abracit) e Peugeot (Abracop), enviaram, no começo de maio, uma notificação extrajudicial para o CEO da Stellantis na América do Sul, o Sr. Antonio Filosa, reclamando sobre os constantes problemas que vem acontecendo em seus veículos, como a falta de peças de reposição e diversas outras ocorrências. A revelação do documento foi feita por Paula Gama, do Portal UOL.

No documento, os representantes das duas marcas automotivas no Brasil, ameaçam acionar a justiça contra o Grupo Stellantis – que controla ambas as marcas francesas – se os problemas relatados persistirem e não forem resolvidos.

Entre todas as questões apontadas no documento, destaque para o caso do Citroën C3, o veículo que mais tem sofrido reclamações e que tem uma lista de 15 supostos defeitos. Entenda mais sobre esse caso no próximo tópico!

Os problemas apontados no C3

O carro mal foi lançado e já recebeu inúmeras queixas, tanto por parte dos clientes, quanto dos próprios funcionários da Citroën, pela falta de peças de reposição. Esse veículo não tem recebido peças para atender seus recalls com eficiência, e isso tem gerado problemas constantes, principalmente pelo constrangimento de não poder satisfazer os clientes como deveriam.

A lista de defeitos alegada pelos concessionários é extensa. São pelo menos 15 defeitos para serem resolvidos nos recalls somente para este modelo.

Recalls – principais problemas atendidos

Os recalls aconteceram entre os meses de outubro de 2022 a maio de 2023 e as principais demandas atendidas foram para fazer a troca de peças e a verificação de defeitos, conforme será listado logo a seguir:

  • Freio ABS traseiro;
  • Software da central multimídia;
  • Chicote de rádio;
  • Faróis dianteiros;
  • Pedal do freio;
  • Suspensão dianteira;
  • Telecodificação do rádio;
  • Pivô da suspensão dianteira;
  • Vidros das portas dianteiras;
  • Fechadura da tampa do porta-malas;
  • Software BCCM;
  • Regulagem dos faróis;
  • Chicote do motor;
  • Motoventilador;
  • Tampa do tanque de combustível.

Há muito mais, além disso.

Sem peças de reposição

O caso do Citroën C3, recém-lançado no país, chega a ser ainda mais emblemático e ajuda a exemplificar melhor os problemas descritos no documento emitido para o CEO da Stellantis na América do Sul.

Os concessionários não receberam peças de reposição em quantidade suficiente para atenderem os novos compradores, o que compromete significativamente a qualidade na prestação de seus serviços. Isso, diga-se, tem sido um problema que tem afetado a indústria como um todo, com a crise nas cadeias de suprimentos e que, pelo fato do C3 ser um lançamento popular, acaba sendo exacerbado.

As piores avaliações no Reclame Aqui

E como se não bastasse todos esses problemas, há ainda as reclamações registradas no site Reclame Aqui.

Por lá, é possível conferir diferentes relatos de pessoas apontando esses e outros problemas em seus carros, como, por exemplo, falhas no computador de bordo para a marcação média de consumo; ar-condicionado defeituoso e até a falta de carros reservas para atender os clientes.

Customer care com problemas

Outro ponto os concessionários alegam ser problemático é a falta de organização do departamento responsável pelo empréstimo de carros para os clientes, o chamado Customer Care.

As concessionárias reclamam que o setor não está entregando os carros para reservas de clientes nas datas combinadas. O cliente vai à concessionária na data acordada e, simplesmente, não encontra o veículo que deveria estar à sua disposição.

Para piorar o constrangimento para os clientes, o setor responsável não emite qualquer tipo de satisfação, como se nada tivesse acontecido.

O nível de insatisfação crescente dos clientes fez com eles tomassem outras medidas para tentar resolver esses contratempos.

As medidas adotadas pelos clientes insatisfeitos

Os clientes vêm acionando a justiça contra os concessionários das marcas francesas aqui no país, por elas não conseguirem resolver as demandas desses clientes, sem garantia, no tempo limite de 30 dias, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor – CDC.

Diante dessa problemática, para evitar problemas com a justiça, o documento conjunto enviado pela Abracit e Abracop, exige que Peugeot e Citroën se comprometam pelas ações acionadas pelos clientes contra os concessionários.

Elas também exigem que as fabricantes assumam a responsabilidade pelos outros problemas que estão acometendo o C3 e os outros modelos de ambas as marcas, para evitar problemas judiciais.

A posição da Stellantis

Confira como a Stellantis respondeu sobre os principais pontos da notificação extrajudicial enviada pelas associações dos concessionários.

Recalls

Sobre os 15 recalls apontados pela Abracop e a Abracit, o Grupo Stellantis rebate o que é relatado no documento, afirmando que as medidas tomadas pelos concessionários fazem parte das “atualizações gratuitas de melhoria do produto”, mantendo o compromisso do grupo com a satisfação do cliente.

Clientes

Sobre as reclamações dos clientes, o Grupo Stellantis afirma que cada reivindicação é respondida de maneira individual, por motivos de compliance e controle, sendo ainda necessário o fornecimento de informações pessoais de cada proprietário de veículo e o número de protocolo de atendimento de cada demanda específica.

Concessionários

A empresa respondeu que adota os mais rigorosos testes de qualidade, seguindo as melhores práticas aplicadas internacionalmente e que os empecilhos no fornecimento de peças são pontuais e resolvidos da maneira mais rápida possível.

Como está a situação agora?

Ainda no documento enviado à Stellantis, as associações que assinam o documento exigem que todos os problemas apontados sejam resolvidos em um prazo de até dez dias, para evitar o acionamento da justiça, caso suas demandas não sejam atendidas. Até o momento, não temos quaisquer informações sobre medidas judiciais adotadas pelos concessionários.

Elas também exigem que todas as pesquisas de satisfação feitas pelas fabricantes sejam refeitas e que todos os bônus pendentes sejam pagos aos concessionários.

Por fim, ninguém sabe se haverá mesmo iniciativa para uma medida judicial. Mas o fato é que, para a Auto Esporte, a Abracop e a Abracit, afirmaram que todos os problemas já estavam sanados. Agora é ficar de olho para ver o que vai acontecer nos próximos capítulos dessa situação.

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