Mercedes-Benz Classe A: O Que Esperar Dessa Nova Fase Até 2028


Mercedes-Benz Classe A: produção até 2028 na Hungria com foco em redução de custos e nova estratégia global.

A Surpreendente Continuidade do Mercedes-Benz Classe A

A trajetória do Mercedes-Benz Classe A, um modelo icônico da marca, ganhou um novo e inesperado capítulo. Após o anúncio de sua descontinuação, a Mercedes-Benz decidiu manter o hatch compacto em produção até 2028. Esta reviravolta traz mudanças significativas, refletindo não apenas uma estratégia de mercado, mas também uma adaptação necessária frente a desafios econômicos e competitivos.


Um dos aspectos mais marcantes dessa nova fase é a transferência da produção do Classe A. Desde 2018, o modelo era fabricado na planta de Rastatt, na Alemanha, mas com a nova decisão, a produção será deslocada para a unidade de Kecskemét, na Hungria, a partir do segundo trimestre deste ano. Essa mudança tem uma motivação central: a redução de custos. A migração da fabricação do modelo de uma fábrica alemã para um local no leste europeu visa aprimorar as margens de lucro do Classe A, que é o modelo mais acessível da marca no continente europeu.

Além da mudança de local, a produção anual do Classe A deverá atingir entre 300 mil e 400 mil unidades, conforme apurou a Auto News. Essa reestruturação na produção se insere em um plano abrangente da Mercedes-Benz, que se comprometeu a cortar cerca de €5 bilhões (aproximadamente R$ 31 bilhões) até 2027. A estratégia visa não apenas a contenção de gastos, mas também liberar espaço na planta alemã para dar suporte à nova geração de modelos que utilizarão a plataforma MMA, como é o caso do próximo CLA, que irá oferecer tanto versões a combustão quanto elétricas.

A decisão de manter o Classe A em linha representa uma estratégia que se contrapõe ao que havia sido comunicado anteriormente. Em 2025, a marca anunciou que o modelo sairia de cena, como parte de uma reestruturação em sua linha de compactos. Rumores surgiram logo após, sugerindo que um SUV compacto poderia ocupar o lugar do hatch, mas a incerteza sobre este plano persiste. O que se sabe é que a nova geração do Classe A deverá adotar a arquitetura MMA, permitindo uma maior flexibilidade entre as motorização a combustão e elétrica, adaptando-se assim à evolução do mercado automobilístico.


Além disso, a permanência do Classe A em produção representa um reforço na aposta da Mercedes na unidade húngara. A planta em Kecskemét deverá contratar cerca de 3 mil novos trabalhadores, somando-se aos 4.500 já existentes. Este crescimento na produção coloca a Hungria como um ponto estratégico crucial na abordagem europeia da marca, que busca se fortalecer diante da crescente concorrência das montadoras chinesas no Velho Continente. Assim, a continuidade do Classe A até 2028 não é apenas uma demonstração de carinho pela linage do modelo, mas uma ação estratégica para garantir competitividade e proteger armários financeiros em um cenário global cada vez mais desafiador.

A Descontinuação e a Decisão de Manutenção

A marca Mercedes-Benz anunciou inicialmente a descontinuação do Classe A, um modelo que faz parte da sua linha de compactos e que conquistou notoriedade desde seu lançamento. Contudo, essa decisão foi revista, e agora o hatch compacto terá sua produção mantida até 2028. A reviravolta na trajetória do Classe A demonstra a flexibilidade da montadora em adicionar complexidade ao seu portfólio, mesmo em meio a uma reestruturação planejada.

Esse ajuste na estratégia reflete um movimento da Mercedes-Benz para se adaptar a um mercado em constante mudança, onde as preferências dos consumidores e a concorrência precisam ser cuidadosamente avaliadas. O modelo, que já passou por diversas transformações ao longo dos anos, agora enfrenta um novo desafio: continuar sendo relevante diante das inovações do setor automotivo global.


Enquanto a Mercedes busca modernizar sua linha, a decisão de extensão do Classe A parece também ser uma tentativa de reafirmar sua posição no segmento de compactos premium, onde a demanda tem mostrado resiliência, mesmo sob a pressão de novos entrantes no mercado, especialmente das montadoras chinesas.

Transferência da Produção para a Hungria

A transferência da produção do Classe A de Rastatt, na Alemanha, para Kecskemét, na Hungria, é um dos pontos mais significativos desta nova fase. A fábrica húngara será responsável pela produção do modelo a partir do segundo trimestre deste ano, um movimento que traz consigo uma série de implicações estratégicas. A mudança de produção para uma unidade no leste europeu é primeiramente motivada pela questão financeira, uma vez que a mão de obra e os custos operacionais são consideravelmente inferiores.

Além da economia nos custos, a mercantilização na Hungria permitirá à Mercedes-Benz otimizar sua linha de produção em Rastatt, abrindo espaço para a fabricação de novos modelos e investindo na inovação, principalmente em relação ao futuro veículo da plataforma MMA. Essa mudança reflete uma abordagem mais amplificada da marca, que busca eficiências em cada aspecto de sua operação.


Com essa nova logística, a Mercedes-Benz planeja aumentar a produção anual do Classe A para entre 300 mil e 400 mil unidades. Tal incremento não só ajudará a marca a atender à demanda do mercado, como também proporcionará uma oportunidade para criar um buffer financeiro diante de uma indústria automotiva repleta de incertezas e desafios em função das rápidas mudanças tecnológicas.

Contexto Financeiro e Cortes Necessários

Com o objetivo de cortar cerca de €5 bilhões até 2027, a Mercedes-Benz está se preparando para enfrentar um ambiente econômico desafiador. O ajuste na produção é parte de um plano mais abrangente para garantir a saúde financeira da marca, especialmente após a pandemia que teve repercussões profundas na indústria automotiva. A decisão de minimizar custos de operação é crucial para proteger as margens de lucro, especialmente no segmento de veículos mais acessíveis como o Classe A.

A mudança também representa uma resposta direta ao panorama competitivo, onde as montadoras precisam inovar enquanto controlam rigorosamente seus custos. As adaptações que estão sendo feitas são uma forma calculada da Mercedes-Benz se reposicionar e se resguardar contra as pressões do mercado e da concorrência, que atualmente está bastante acirrada.

A reestruturação está promovendo um redesenho no potencial de produção da fábrica alemã, que deverá focar em veículos alinhados às novas demandas de eletrificação e eficiência. Essa transição mostra a determinação da Mercedes em continuar a evolução do Classe A, mesmo que em um novo local e com uma nova estratégia de mercado.

Novas Perspectivas para o Classe A

A decisão de manter o Classe A em sua linha de produção contraria os alertas feitos anteriormente sobre seu iminente fim. Inicialmente, existia a expectativa de que a Mercedes-Benz introduzisse um SUV compacto para substituir o hatch. Agora, a confirmação da continuidade do Classe A até 2028 levanta questões sobre qual direção futura o modelo realmente tomará. Embora uma nova geração com a plataforma MMA esteja nos planos, ainda não se sabe se isso resultará em um sucessor direto com carroceria hatch.

As incertezas que cercam o futuro do Classe A ilustram a complexidade do ambiente automotivo atual, onde a combinação de tendências de sustentabilidade e formatos de veículos está mudando rapidamente. A necessidade de se manter competitivo com as inovações de outros fabricantes garante que a Mercedes-Benz tenha que pensar em maneiras não apenas de manter a relevância do Classe A, mas também de torná-lo uma opção desejável no mercado.

A introdução da nova arquitetura MMA permitirá desenvolvimento simultâneo de versões a combustão e elétricas do Classe A, o que amplia as opções para os consumidores e oferece à marca flexibility em sua estratégia de produção. A seguir, a Mercedes-Benz deverá se concentrar em como as características de desempenho e tecnologia serão integradas ao modelo, considerando as expectativas ambientais e as novas legislações sobre emissões que pesam sobre os fabricantes.

Expansão da Planta Húngara e Oportunidades de Emprego

O crescimento da produção em Kecskemét não apenas estabelece uma nova base para o Classe A, mas também cria um impacto econômico na região. Com a adição de 3 mil novos empregos ao quadro de 4.500 já existentes, a planta se consolida como uma fonte significativa de oportunidades de trabalho para a população local. Essa expansão é um reflexo da confiança da Mercedes-Benz na indústria automotiva da Hungria e no potencial do mercado ao redor.

Essa decisão vai ao encontro das tendências observadas em várias montadoras, que estão cada vez mais se deslocando para regiões com custos de produção reduzidos e mão de obra mais acessível. A movimentação pode ser interpretada como uma resposta direta à competitividade global, onde as lideranças de mercado precisam ser extremamente cuidadosas em sua alocação de recursos e capacidade produtiva.

Além do aumento na criação de empregos, a extensão do Classe A até 2028 demonstra o compromisso da Mercedes com a manutenção e desenvolvimento de sua infraestrutura na Europa. Esse crescimento na planta húngara pode levar a novas parcerias e colaborações, aprofundando ainda mais a integração da marca com o ecossistema industrial local e promovendo inovações conjuntas ao longo do caminho.

Competitividade Diante da Ameaça Chinesa

A permanência do Classe A por mais alguns anos é um reflexo da necessidade da Mercedes-Benz de se adaptar ao aumento da competitividade de fabricantes chineses que estão cada vez mais ganhando espaço no mercado europeu. As marcas chinesas não apenas estão inundando o mercado com modelos acessíveis e tecnologicamente avançados, mas também estão se posicionando como alternativas viáveis tanto em eficiência quanto em design.

Como parte de uma estratégia para proteger sua fatia de mercado e suas margens, a Mercedes precisa considerar como suas operações e ofertas de produtos podem assumir uma posição mais forte em um cenário onde o Classe A é apenas uma parte de uma lista crescente de opções. A escolha de manter o hatch no portfólio denota uma escolha ponderada, enquanto se busca solidificar a identidade da marca no competitivo ambiente atual.

À medida que os consumidores se tornam mais exigentes, especialmente em relação à sustentabilidade e tecnologias de propulsão elétrica, a resistência que o Classe A oferece na linha da Mercedes também implica um comprometimento em evoluir com essas novas demandas. Assim, a empresa não está simplesmente prolongando a vida do modelo, mas está se preparando para enfrentar as novas realidades do mercado de forma assertiva.

Desafios Futuro e a Nova Geração do Classe A

O horizonte mantido pelo Classe A para os próximos anos será repleto de desafios e oportunidades. Embora a produção esteja garantida até 2028, o verdadeiro teste começará com a transição para a nova geração do modelo. A nova arquitetura MMA promete trazê-lo para uma nova era, mas a implementação prática dessas mudanças será crucial para o êxito estratégico da Mercedes-Benz nos próximos anos.

Conforme os regulamentos sobre emissão se tornam cada vez mais rigorosos, a montadora precisará incorporar tecnologias que ofereçam não somente eficiência, mas também soluções com um menor impacto ambiental. O compromisso com a eletrificação será vital, especialmente se a Mercedes quiser manter o Classe A relevante no contexto de um crescente público que busca alternativas sustentáveis.

Os próximos anos também colocarão à prova a capacidade da marca de se adaptar às tendências consumidoras e às inovações tecnológicas que estão moldando o futuro da mobilidade. A forma como o Classe A se posicionará nesse novo ecossistema competitivo será determinante para sua longevidade e aceitação no mercado, e seu futuro ainda é indefinido em vista das constantes mutações no setor automotivo.

Perguntas Frequentes

O que significa a descontinuação do Mercedes-Benz Classe A?

A descontinuação do Mercedes-Benz Classe A era um plano inicial anunciado pela marca, mas após reconsiderações, o modelo continuará em produção até 2028. Isso reflete uma estratégia de adaptação em tempos de mudança no mercado.

Onde será fabricado o novo Mercedes Classe A 2028?

A partir do segundo trimestre de 2023, o Mercedes Classe A será produzido na unidade de Kecskemét, na Hungria, ao invés da tradicional planta de Rastatt, na Alemanha.

Quais mudanças na fabricação do Mercedes-Benz Classe A estão sendo implementadas?

As mudanças na fabricação do Mercedes-Benz Classe A incluem a transferência da produção para a Hungria, visando reduzir custos de operação e mão de obra, além de aumentar a capacidade de produção para entre 300 mil e 400 mil unidades anuais.

Por que a Mercedes-Benz decidiu manter o Classe A na Europa até 2028?

A decisão de manter o Classe A na Europa até 2028 é uma medida estratégica da Mercedes-Benz para preservar a competitividade e proteger suas margens financeiras em um cenário desafiador.

O que podemos esperar do futuro do Mercedes Classe A depois de 2028?

Embora o Mercedes Classe A continue até 2028, há incertezas sobre seu futuro. Rumores indicam que um SUV compacto poderá substituir o hatch, mas não está claro se haverá um sucessor direto do Classe A com carroceria hatch.

Como a mudança na fabricação do Classe A afetará os trabalhadores na Hungria?

A mudança na fabricação do Classe A para Kecskemét deverá resultar na contratação de cerca de 3 mil novos trabalhadores, além dos 4.500 já empregados, reforçando a importância da planta húngara na estratégia da Mercedes-Benz.

Qual é o impacto das mudanças na produção do Mercedes Classe A na estratégia global da Mercedes-Benz?

As mudanças na produção do Mercedes Classe A são parte de uma estratégia mais ampla que visa cortar custos e aumentar a flexibilidade na linha de produção, permitindo que a Mercedes-Benz enfrente melhor a concorrência crescente das montadoras chinesas na Europa.