Em 1993, todos ficavam eufóricos com os aquecimentos dos pneus e motores. Já na sexta-feira se programava para assistir os inícios dos treinos. No sábado, todos davam uma espiadinha na televisão, porque era real a expectativa de termos uma pole position. Era emocionante, pois tínhamos um ídolo: Ayrton Senna. Ele corria com paixão e trazia alegria aos brasileiros. Não eram apenas as vitórias, mas sim a confiança que ele transmitia com o olhar, o modo como ele segurava a bandeira nacional. Transmitia mais que a imagem de um esportista vencedor, mas um patriota, que mostrava através do esporte que podíamos vencer.

O brasileiro tinha na Fórmula 1 a mesma paixão que pelo futebol. Tínhamos um ídolo. Os domingos, durante a temporada, eram mais alegres. As TVs de todas as casas estavam ligadas no canal que transmitia as corridas. A Fórmula 1 estava no coração dos brasileiros.

Hoje? Rubinho? Sempre o número 2. Freia para entregar uma corrida. Como os brasileiros queriam que aquela ordem fosse ignorada e ele acelerasse e subisse ao pódio e gritasse: Eu venci! Mas não, o dinheiro falou mais alto. Rebelou-se depois, mas outros pilotos o faziam comer poeira, mostrando que sua chance havia passado. Felipe Massa? Conseguiu bons resultados nas últimas corridas, mas continua a ser uma incógnita. As vitórias? Nada que empolgasse demais. Não tem ainda o carisma necessário, embora tenha amadurecido muito e tem mostrado que tem vontade de ser um campeão, de ser admirado, pois é isso que falta: alguém a admirar.

Vamos aguardar a próxima temporada, e logo no início saberemos se vamos voltar a ter um motivo para assistir e torcer novamente pela Fórmula 1, porque a cada temporada temos que escolher um ídolo estrangeiro para quem torcer. E isso não faz parte da história do automobilismo nacional. Temos nomes fortes, de peso. Tudo bem que era no passado, mas ainda temos a esperança de ter novas alegrias no futuro.

Por Luciana Viturino

F?rmula 1

Ayrton Senna

Fotos: Divulgação


O homem que mais chamou a atenção no mundo do automobilismo, indubitavelmente foi Ayrton Senna. Sua paixão pela Fórmula 1 deixava milhares de brasileiros acordados nas manhãs de domingo para assistir às corridas. Sendo assim, vamos abordar nesse artigo os principais carros utilizados por esse campeão, que fazia o mundo parar quando estava pilotando.

Senna combinava agressividade com precisão ao volante, além de possuir conhecimento técnico acerca dos carros e se preocupar com o preparo físico fora das pistas.  Durante os 10 anos de carreira, Ayrton passou por duas grandes transições técnicas que foram a mudança dos motores turbo para os aspirados e posteriormente, o banimento dos auxílios eletrônicos, além de pilotar o carro pioneiro em suspensão ativa.

Desta forma, o primeiro carro utilizado por Senna foi um Toleman TG183B. Foram quatro corridas com ele, sendo que a estreia ocorreu no Brasil. O chassi é um monocoque de fibra de carbono com motor fazendo parte de sua estrutura. O câmbio era manual Hewland de 5 marchas.

Em seguida Senna pegou um Toleman TG184 / TG184B, carro em que ficou conhecido no mundo todo após conseguir o 2º lugar no GP de Mônaco daquele ano. Além desse, ele também conquistou outros dois pódios, na Inglaterra e em Portugal, e um 7º lugar no Canadá. Nessa época, haviam vários abandonos devido aos acidentes ou quebras durante as corridas.

A primeira vitória do piloto na F-1 veio na segunda corrida do ano, no GP de Portugal, durante forte chuva o que fez sua fama se espalhar ainda mais pelo fato de a pista estar molhada. O carro em que usava era um Lotus 97T. Tempos mais tarde passou para o Lotus 98T, em seguida para Lotus 99T, McLaren MP4/4, MP4/5, MP4/5B, MP4/6, MP4/6B, MP4/7A, MP4/8, e por fim, Williams FW16, carro em que Senna sofreu o acidente trágico durante a sétima volta na curva Tamburello em San Marino, após a barra de direção quebrar. 

Por Luciana Viturino

Toleman TG183B

Foto: Divulgação


Já pensou em um evento que vai reunir toda a coleção de capacetes oficiais que o Ayrton Senna usou em sua carreira; e 20 carros de diversas categorias e épocas do automobilismo, dentre as quais uma Ferrari GT-4 e a F1 Jordan guiada por Rubens Barrichello? Este evento é a 2ª Semana Cultural da VelocidadeVelocult, que vai acontecer entre os dias 15 de março e 2 de abril, na capital paulista.

O evento, idealizado pelo designer Paulo Soláriz, vai mostrar ainda aos visitantes uma série de objetos pessoais de alguns pilotos que passaram pela F1, Fórmula Indy, Stock Car e Porsche Cup, dentre outras competições.

E as crianças terão atenção especial na mostra. Haverá visitas especiais para grupos escolares, que devem fazer o agendamento de horário.

A Velocult 2011 estará no Espaço Cultural do Conjunto Nacional, situado à Avenida Paulista, 2073, em São Paulo.

Outras informações no site www.velocult.com.br

Por André Gonçalves


Parece ontem… mas este ano, no dia 01 de Maio de 2009, fará 15 anos que o grande ídolo brasileiro – Ayrton Senna da Silva – faleceu após acidente na Fórmula 1.

As saudades ainda são grandes, bem grandes. Certamente esse foi, é e sempre será um dos maiores ídolos do sofrido povo brasileiro. Um exemplo de luta, dedicação, motivação e superação.

Retrospectiva 1994 – Parte 1:

Retrospectiva 1994 – Parte 2:

Homenagem de Tina Turner a Ayrton Senna – Simply the Best:





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