BMW M2 CS com 510 cv domina festival que marcou três décadas da marca no país


O BMW M Festival transformou o Autódromo de Interlagos em um gigantesco playground automotivo, reunindo máquinas icônicas, lançamentos e experiências exclusivas.

O Autódromo de Interlagos já viu muita coisa incrível acontecer, mas naquele início de dezembro ganhou um brilho diferente. Era como se o asfalto estivesse sorrindo ao receber máquinas que fizeram — e ainda fazem — muita gente sonhar alto. O BMW M Festival, edição que marcou os 30 anos da BMW no Brasil, transformou o autódromo em um parque de diversões para quem respira carro, moto e aquele cheirinho de combustível misturado com história.

A data não passou despercebida. Afinal, não é todo dia que uma marca comemora três décadas acelerando no país e colecionando momentos que ajudaram a moldar a cultura automotiva nacional. Desde 1995, quando a BMW desembarcou oficialmente por aqui, ela virou referência de esportividade, tecnologia e design. E esse legado ganhou uma celebração que misturou nostalgia, estreia de máquinas novas e aquele espírito de “quem gosta de motor entende”.


Logo na entrada do evento, os visitantes encontraram um pedaço vivo da história automotiva. Ali estavam carros que, para muita gente, representaram sonhos de garagem: o BMW M3 E36, o pioneiro Série 3 esportivo oficial no país, estava lá com seu charme dos anos 90; o elétrico BMW i3, que chegou ao Brasil em 2014 mostrando que futuro e silêncio também podem ser divertidos; o BMW X5 PHEV, marco da eletrificação nacional; e um MINI Cooper S da primeira geração vendida aqui, sempre provocando suspiros com aquele espírito “Go-Kart Feeling” que conquistou meio mundo.

E não para por aí. Duas motos completavam a retrospectiva: a BMW G 650 GS, primeira moto da BMW Motorrad produzida no Brasil em 2009, e a imponente BMW R 1300 GS Adventure, uma das mais avançadas já montadas na América do Sul. A curadoria parecia ter sido feita para provocar aquela sensação gostosa de “eu lembro desse modelo!” ou “um dia eu ainda compro um bichinho desses”.

Mas, como todo festival bem feito, nostalgia é só uma parte da brincadeira. O que realmente mexeu com os corações acelerados foi a estrela mais aguardada: o novíssimo BMW M2 CS. Com apenas 30 unidades disponíveis no país — uma homenagem direta aos 30 anos da marca — o carro virou atração instantânea. Seu visual agressivo deixava claro que a conversa ali era séria: motor seis cilindros em linha, 510 cv, 650 Nm de torque e velocidade máxima de 302 km/h. Tudo isso embalado por uma tração traseira que parecia sussurrar “vem brincar comigo na pista”.


Quem teve a sorte de comprar um desses ainda ganhou um bônus quase cinematográfico: um jantar servindo os proprietários diretamente no asfalto de Interlagos. Poucas coisas na vida soam tão exclusivas quanto comer bem em uma pista lendária, com seu próprio carro de 510 cv brilhando sob as luzes do autódromo.

E como a BMW gosta de exagerar no melhor sentido possível, o evento trouxe outro lançamento quente: o BMW M2 Cup, versão feita exclusivamente para o Brasil e projetada para estrear um campeonato monomarca em 2026. A ideia empolgou até quem não é muito de pista. Afinal, ver uma categoria inteira correndo com o mesmo carro promete disputas de tirar o fôlego.

A vibração das novidades que dominaram Interlagos

Se alguém achou que o M2 CS já era ousado o suficiente para carregar o festival nas costas, o restante do evento tratou de mostrar que a BMW não estava para brincadeira. Interlagos virou um zoológico motorizado onde cada criatura tinha o próprio rugido, personalidade e fãs espalhados pelo autódromo inteiro.


O novo BMW M2 Cup, criado exclusivamente para o Brasil, ganhou olhares curiosos por um motivo simples: um carro feito sob medida para competir em uma categoria monomarca desperta aquele instinto primitivo de corrida que todo apaixonado por velocidade conhece bem. Era quase possível imaginar as disputas que vão surgir quando os pilotos começarem a explorar cada centímetro do limite desse brinquedo.

A proposta do M2 Cup, apesar de envolver competição pura, também conversa com o público mais casual. A ideia de um campeonato nacional com carros iguais, preparados especificamente para nivelar o jogo, faz qualquer um pensar em como devem ser emocionantes as batalhas por posição. Nada de “carro superior” ou “vantagem mecânica”: o talento do piloto entra em cena de forma direta, crua e deliciosa de assistir. Não é exagero dizer que só esse anúncio já valeria o ingresso simbólico do festival — se ele tivesse um.

MINI John Cooper Works e Deus Ex Machina: uma amizade movida a estilo

O festival não viveu apenas de cavalaria alemã e motores seis cilindros. Uma parceria global também chamou atenção: MINI John Cooper Works e Deus Ex Machina. A combinação parecia improvável para quem só conhecia as marcas de longe, mas quem viu o modelo exibido entendeu imediatamente a lógica.


Ali estava um MINI JCW de combustão com visual totalmente exclusivo, fruto dessa colaboração que exalta lifestyle, personalidade e aquele toque rebelde que muita gente admira, mesmo sem admitir. O carro tinha presença. Era como se ele dissesse: “eu sei que sou pequeno, mas me subestime e veja o que acontece”.

Com 231 cv e 380 Nm de torque, o JCW em versão combustão segue sendo uma das máquinas mais divertidas que alguém pode dirigir sem ter uma carteira de piloto. O 0 a 100 km/h em 6,1 segundos prova isso com facilidade. E o melhor é que, apesar dessa pegada esportiva bem marcada, o MINI mantém charme, estilo e aquele visual que desperta sorrisos absolutamente involuntários.

O público se aproximava, analisava cada detalhe e tirava fotos como se estivesse diante de uma obra de arte moderna. E, de certa forma, estava mesmo — não pelo luxo, mas pela originalidade. A junção MINI + Deus Ex Machina traduzia mais do que velocidade: trazia personalidade para o festival.

Quando a BMW Motorrad entra em cena, o jogo muda

Carros podem até chamar mais atenção em eventos assim, mas basta uma moto incomum roncar para metade do público virar o pescoço. E foi exatamente isso que aconteceu com a BMW R 1300 RT, que fez seu primeiro test-ride com a mídia especializada.

O modelo tinha sido anunciado recentemente, com pré-venda aberta em outubro, e o interesse foi instantâneo. A moto apresentava um nível de tecnologia que, segundo a própria marca, nunca tinha sido produzido no Brasil antes. Isso já seria suficiente para lotar qualquer estande, mas a experiência de pilotagem rouba qualquer texto bonito.

A R 1300 RT oferece o sistema Dynamic Chassis Adaption (DCA), que ajusta automaticamente suspensão dianteira e traseira de acordo com terreno, carga e estilo de pilotagem. Para quem já se aventurou em estradas esburacadas, serras sinuosas ou longas viagens com garupa e mala, esse tipo de recurso muda completamente o jogo. Era quase como se a própria moto dissesse: “pode deixar, eu cuido disso para você”.

Com motor boxer de 1.300 cilindradas, entregando 145 cv a 7.750 rpm e 149 Nm de torque a 6.500 rpm, a R 1300 RT combinava potência com suavidade. A transmissão por eixo cardã e a embreagem hidráulica garantiam conforto mesmo quando a estrada pedia firmeza. A sensação geral era de que a moto tinha sido feita para quem coleciona quilômetros sem medo de ser feliz.

E o mais interessante é como os jornalistas saíam literalmente sorrindo dos testes. A moto conseguia agradar tanto quem pensa em performance quanto quem prioriza conforto ou tecnologia. Essa versatilidade reforçou o motivo pelo qual ela foi tratada como a moto mais moderna montada no país.

História viva em cada canto do autódromo

Enquanto os lançamentos chamavam atenção, os carros históricos assumiam um papel quase poético dentro do festival. A seleção montada na entrada era um banho de memória afetiva, valorizando cada capítulo da trajetória da marca no Brasil.

O M3 E36, por exemplo, não era apenas um clássico. Ele simbolizava o início da esportividade acessível — acessível dentro do universo premium, claro — no mercado nacional. Sua presença, intacta e orgulhosa, fazia muita gente lembrar dos anos 90 com carinho e um toque de saudade.

O elétrico BMW i3, por outro lado, representava o futuro que virou presente em 2014, quando quase ninguém acreditava no segmento. O modelo ajudou a construir a base da eletrificação no país antes que ela virasse tendência.

O X5 PHEV, primeiro híbrido plug-in produzido no Brasil, reforçava essa visão ousada, mostrando que a BMW enxergava longe. Já o MINI Cooper S e as motos da Motorrad completavam o panorama mostrando que inovação, coragem e personalidade sempre foram parte da identidade do grupo.

Era como caminhar por um museu a céu aberto — só que com cheiro de borracha e gasolina.

Um festival que uniu marcas, parcerias e experiências inesperadas

Além dos modelos, a atmosfera geral do BMW M Festival foi marcada por ativações de marcas parceiras. A Samsung chamou atenção com a demonstração da chave digital no BMW iX M60, usando a Samsung Wallet. A gigante de tecnologia forneceu telas, tablets e celulares para todo o evento — e ainda apresentou o aplicativo Racing Mode, disponível para o Galaxy Watch8, Watch8 Classic e Watch Ultra.

A ferramenta monitorava velocidade e frequência cardíaca durante voltas rápidas em Interlagos, criando uma experiência tão imersiva que parecia saída de um jogo de corrida da vida real.

Outras marcas completaram a programação com ativações especiais, criando uma atmosfera intensa, divertida e cheia de estímulos. O festival virou, literalmente, uma celebração coletiva — de tecnologia, história, estilo de vida e paixão automotiva.