O BMW Z4 Final Edition chega com detalhes inéditos, visual marcante e um ar de despedida que aumenta ainda mais seu potencial de raridade no futuro.
O anúncio do BMW Z4 Final Edition pegou muita gente de surpresa, especialmente quem ainda acredita que os roadsters não perderam seu charme clássico. A verdade é que esse modelo sempre carregou um ar de rebeldia estilosa, daqueles que fazem qualquer pessoa virar o pescoço na rua só para ver de perto o que está passando. E agora, com essa edição especial, o roadster da BMW ganha um capítulo final que mistura nostalgia, exclusividade e aquele toque de “vai deixar saudade”.
A marca alemã sempre soube entregar carros que conversam com quem ama dirigir, e o Z4 nunca fugiu dessa tradição. Desde 2002, o modelo traz um equilíbrio interessante entre design marcante, experiência ao volante e uma dinâmica esportiva capaz de transformar um simples trajeto em algo memorável. O pessoal que adora rodar com o vento no rosto sabe bem o impacto de um conversível que parece ter sido desenhado para momentos especiais.
A Final Edition chega justamente para reforçar esse legado. A BMW decidiu colocar seu talento estético e técnico em ação para criar uma despedida à altura. E, convenhamos: não é todo dia que aparece uma versão com potencial real de se tornar um item de colecionador. Mesmo quem nunca dirigiu um Z4 acaba ficando curioso quando vê o pacote exclusivo que acompanha essa edição limitada.
A primeira coisa que chama atenção é a pintura Frozen Matt Black, que parece ter sido escolhida a dedo para deixar claro que essa não é apenas mais uma versão. É uma cor que traz presença, personalidade e aquela elegância discreta que só os carros esportivos mais confiantes conseguem carregar. E não para por aí: o acabamento externo M High-gloss Shadowline, presente em todas as unidades dessa edição, adiciona um contraste bonito com o preto fosco, reforçando a aura esportiva do modelo.
Para quem gosta de detalhes mais vibrantes, o freio M Sport em vermelho brilhante dá aquele toque agressivo sem perder a sofisticação. É o tipo de detalhe que faz diferença quando o carro está parado, e ainda mais quando está em movimento — afinal, um roadster assim não nasceu para ficar quieto na garagem.
Por dentro, o clima especial continua. As costuras em vermelho, criadas exclusivamente para a Final Edition, percorrem o interior como se fosse uma assinatura estilizada. Elas aparecem no painel, nos bancos M Sport revestidos em couro Vernasca e Alcantara e até no volante M em Alcantara, que reforça a sensação de esportividade pura. Quando alguém entra no carro, até quem não liga muito para automóveis percebe que ali existe esmero artesanal.
Outro ponto que dá ainda mais charme a essa despedida é o fato de o Z4 ter uma história que atravessa gerações de apaixonados por carros. A primeira versão, lançada em 2002, já mostrava que a BMW queria algo especial. A posição baixa dos assentos e o capô longo criavam aquela postura esportiva clássica que sempre ganhou fãs ao redor do mundo. A marca também acertou em cheio na combinação de rigidez torcional e distribuição de peso 50/50, algo raro para a época.
A partir daí, o Z4 evoluiu sem perder sua essência. Da segunda geração com teto rígido retrátil à terceira geração que recuperou a capota de tecido elétrica, o roadster se reinventou sem deixar de ser fiel à própria identidade.
A terceira geração do modelo, apresentada em 2018, mostrou que a BMW ainda acreditava no espírito verdadeiramente livre dos roadsters. O carro chegava com capota de tecido elétrica, comportamento mais ágil e um interior que apostava no estilo purista, sempre focado no motorista. Ainda assim, quem acompanhou a evolução do Z4 sabia que um dia essa história ganharia um capítulo final — e, ao que tudo indica, a Final Edition cumpre esse papel com estilo.
O modelo segue a filosofia do roadster clássico, respeitando a tradição de um esportivo leve, de resposta rápida e de personalidade própria. Quem olha para o Z4 percebe imediatamente essa vibe. É como se ele carregasse um pouco da alma dos antigos conversíveis europeus, mas temperado com tecnologia moderna, materiais refinados e aquela pegada esportiva característica da BMW. A Final Edition reúne tudo isso e ainda adiciona detalhes exclusivos que realçam o caráter de despedida.
A BMW decidiu que a edição especial deveria marcar o auge da terceira geração, e isso fica evidente nos elementos visuais e funcionais. A pintura, por exemplo, não é apenas estética: ela conversa com o estilo inteiro do carro. O acabamento fosco da Frozen Matt Black destaca as formas musculosas da carroceria e contrasta com as linhas mais suaves do design. Para muitos fãs, esse tipo de acabamento já se tornou um diferencial estético. Em modelos esportivos, ele passa uma sensação de exclusividade que combina com o propósito desse lançamento.
O interior, com costuras vermelhas exclusivas, segue essa filosofia. Nada ali parece estar fora do lugar. As superfícies em couro Vernasca, combinadas com Alcantara, criam um ambiente esportivo, moderno e acolhedor ao mesmo tempo. Já o volante M em Alcantara, com costuras combinando com o restante da cabine, reforça a intenção de manter o motorista sempre conectado ao carro — algo essencial em um roadster de verdade.
As soleiras de porta com gravação especial dão o toque final nessa sensação de exclusividade. E por mais que seja um detalhe discreto, quem ama carros sabe que essas pequenas assinaturas contam muito. São elementos que lembram ao proprietário: “Este é um carro diferente dos outros”. A Final Edition foi criada justamente para proporcionar esse tipo de sensação.
A proposta de colecionabilidade também vem acompanhada da história rica que o Z4 carrega. Essa é uma das razões pelas quais muitos apaixonados por esportivos prestaram atenção ao anúncio da Final Edition. O Z4 não surgiu do nada. Ele pertence a uma linhagem respeitada dentro da BMW, que inclui o lendário BMW 507, o icônico BMW 328 Roadster e o elegante BMW Z8 — todos modelos que, de alguma forma, ajudaram a moldar a identidade esportiva da marca ao longo das décadas.
Na primeira geração, lançada em 2002, o Z4 já trazia elementos considerados ousados para a época. Seu capô longo e traseira curta transmitiam dinamismo mesmo quando o carro estava parado. A posição dos assentos era propositalmente baixa e ligeiramente adiantada em relação ao eixo traseiro, gerando uma experiência de condução imersiva. O condutor sentia o carro de forma direta, algo que se tornou uma espécie de assinatura da família Z.
Essa geração ainda chamou atenção pela rigidez torcional inédita no segmento, o que contribuía para uma condução mais precisa e divertida. E claro, a distribuição de peso 50/50, característica que a BMW domina como poucos, ajudava na sensação de equilíbrio nas curvas. Para os entusiastas, esses fatores criavam uma mistura muito atraente.
O auge dessa primeira fase foi o Z4 M Roadster, equipado com um motor de seis cilindros em linha que entregava 340 cv. Era um carro que cumpria o que prometia: acelerava de 0 a 100 km/h em 5,0 segundos e oferecia uma tocada direta e visceral. Muitos colecionadores até hoje consideram esse modelo um dos conversíveis mais divertidos que a marca já produziu.
A segunda geração, de 2008, inovou ao adotar um teto rígido retrátil. Essa decisão dividiu opiniões inicialmente, mas logo ficou claro que a BMW queria oferecer algo mais versátil, mantendo o espírito esportivo. O teto podia ser aberto ou fechado em 20 segundos, o que tornava o carro prático mesmo para quem pegava trajetos urbanos. Além disso, o interior ficou mais amplo, o que agradou quem buscava um conversível mais confortável para o dia a dia.
Outra novidade importante foi a inclusão do sistema BMW iDrive, que transformou a experiência interna ao trazer acesso intuitivo a recursos de navegação, áudio e comunicação. Esse elemento marcou uma virada na forma como a marca combinava esportividade com tecnologia, estabelecendo um padrão que se tornou comum nos anos seguintes.
Já a terceira geração apostou no retorno à leveza e à pureza do conceito original. Com capota de tecido elétrica, comportamento mais solto e visual moderno, o Z4 atual conquistou uma nova leva de fãs. Em sua versão mais potente, o Z4 M40i, o motor de seis cilindros em linha com tecnologia M TwinPower Turbo entregava o tipo de performance que qualquer apaixonado por velocidade reconhece como autêntica. E, a partir de 2024, essa versão ganhou uma opção com câmbio manual, chamada Pure Impulse Edition, que chegou para agradar quem ainda valoriza o prazer de trocar marchas.
A Final Edition aparece, então, como o desfecho desse ciclo. Ela reúne a estética marcante, as tecnologias mais importantes dessa geração e o espírito que sempre guiou a família Z: liberdade, leveza e emoção. Cada detalhe parece pensado para homenagear o legado do carro, mas também para oferecer algo único, que não estará disponível novamente.
Algo que chama atenção entre colecionadores e fãs da marca é justamente a possibilidade de que essa edição se torne rara. Como não existe previsão de comercialização no Brasil e o período de encomenda será limitado, cada unidade produzida ganha um ar ainda mais especial. Esse tipo de combinação — estética exclusiva, história marcante e tiragem limitada — costuma elevar o valor de modelos esportivos ao longo dos anos.
E para quem já conhece o pedigree da BMW, esse tipo de lançamento funciona como um lembrete de que alguns carros são mais do que máquinas: são capítulos de um legado que atravessa gerações. A Final Edition resume esse sentimento de forma elegante, unindo o passado, o presente e a despedida de um dos roadsters mais amados da marca.
Curiosidades sobre o BMW Z4 Final Edition
A história do BMW Z4 sempre rendeu boas conversas entre apaixonados por carros, e a chegada da Final Edition reacendeu memórias, debates e algumas curiosidades que nem todo mundo conhece. A edição especial funciona não só como despedida, mas também como uma oportunidade de revisitar momentos marcantes desse roadster que conquistou fãs pelo mundo inteiro.
Uma das curiosidades mais comentadas é o fato de que o Z4 nasceu com a missão de substituir o BMW Z3, modelo que já era um sucesso consolidado nos anos 90. A BMW sabia que não poderia simplesmente evoluir o Z3; seria preciso criar algo com personalidade própria. Foi por isso que a primeira geração do Z4 apareceu com linhas mais ousadas, superfícies bem definidas e uma postura mais agressiva. Tudo aquilo fez sentido com o tempo, já que o modelo se tornaria um ícone da marca.
Outro detalhe interessante é que o Z4 foi, desde o início, produzido em Spartanburg, na Carolina do Sul, uma planta que virou referência global da BMW e que hoje é responsável por alguns dos SUVs mais importantes da marca. No caso do Z4, essa fábrica foi essencial para garantir o nível de qualidade que o modelo exigia — especialmente pela combinação de design esportivo e alta rigidez estrutural.
Falando em características marcantes, muita gente não sabe que a posição do assento do Z4 não foi escolhida ao acaso. Ela foi projetada para ficar logo à frente do eixo traseiro, algo que deixa o motorista mais “conectado” à dinâmica do carro. É aquela sensação quase visceral de sentir a pista, o vento e o carro reagindo ao menor movimento do volante. Para quem gosta de esportivos, esse tipo de detalhe faz toda a diferença.
A segunda geração do modelo trouxe mais uma curiosidade: o teto rígido retrátil. Ele foi um dos pontos mais comentados na época porque transformava o Z4 em uma espécie de híbrido natural — um carro conversível com a sensação de cupê premium. Abria e fechava em apenas 20 segundos e parecia coreografado para impressionar. Era comum ver vídeos nas redes sociais mostrando esse mecanismo funcionando em câmera lenta, quase como se fosse um truque de mágica automotiva.
A terceira geração, lançada em 2018, guardou outro segredo que nem todo mundo percebeu: seu projeto nasceu em parceria com outra marca famosa por seus esportivos. Embora muitos detalhes nunca tenham sido oficialmente divulgados, sabe-se que parte do desenvolvimento envolveu colaboração, especialmente na estrutura do carro. Isso mostra como o Z4 representa mais do que um modelo individual; ele é resultado de esforços conjuntos e tendências que marcaram a indústria.
Quando o assunto é a Final Edition, as curiosidades ficam ainda mais interessantes. A pintura Frozen Matt Black não é apenas bonita; ela exige um processo de aplicação totalmente diferente do acabamento tradicional. Esse tipo de pintura não reflete a luz da mesma forma que uma pintura brilhante, realçando volumes e curvas da carroceria. Por isso, é comum que quem vê o carro pessoalmente diga que ele parece “esculpido”.
As costuras vermelhas exclusivas não surgiram do nada. A equipe responsável pelo interior trabalhou em protótipos durante meses até encontrar o tom e o padrão que combinassem com o estilo esportivo do modelo. O objetivo não era apenas decorar, mas criar uma identidade visual que conversasse diretamente com o conceito de “despedida especial”.
Outro ponto interessante: o Z4 Final Edition já é considerado um possível futuro colecionável, e isso nem sempre acontece com modelos que acabam de ser lançados. Geralmente, leva anos para que um carro ganhe esse status. Mas o Z4 reúne os três elementos que costumam acelerar esse processo: história consolidada, edição limitada e estética exclusiva.
Para completar, existe uma curiosidade que deixa muitos colecionadores brasileiros frustrados: não há previsão de venda no Brasil. Ou seja, quem quiser um Z4 Final Edition terá que olhar para o exterior, fazer importação independente e, claro, preparar um bom investimento. Mas isso também contribui para que a edição fique ainda mais rara por aqui — e, como todo entusiasta sabe, raridade e paixão automotiva sempre formam uma dupla irresistível.