Queda no Financiamento de Carros em Setembro de 2016


Diminuição nos financiamentos no mês passado chegou a 14.8%.

Com a greve dos bancários em setembro, os financiamentos de automóveis tiveram uma baixa de 14,8% considerando os valores de agosto. A Cetip, responsável pelos dados, afirma que se comparado com setembro de 2014, a queda é ainda maior, o que equivale a 27,2 %.

Finalizado o mês de setembro, neste terceiro trimestre foram financiados o total de 431.698 carros novos de variadas categorias, uma queda de 25,3% sobre o total alcançado no mesmo período de 2014.

O motivo da queda se dá principalmente pelo alto número de desempregados, que ficam sem rendimentos, além das pessoas que observando o momento de crise não se sentem confiantes para fazer compromissos em longo prazo. Além disso, as instituições financeiras também possuem muitas restrições para conceder crédito para financiamentos em geral, inclusive de veículos.

É importante também lembrar que a queda de financiamentos se fez ainda maior devido a greve dos bancários, que teve início em setembro, durando 31 dias, o que fez com que as instituições financeiras ficassem paradas, sem realizar nenhum tipo de serviço ou operação.

Foram vendidos 132.181 unidades, entre carros novos, caminhões, ônibus, veículos comerciais leves e motocicletas. As vendas de veículos comerciais leves apontam para 52% de todas as unidades vendidas, o que totalizam 80.782 financiamentos. Já os financiamentos realizados em agosto para automóveis leves atingiu 53%.

Por sua vez, a venda de carros usados também apresentou uma queda, porém de forma mais lenta. O que se observou é que os financiamentos de veículos usados nesse terceiro bimestre somam 735.372 unidades, uma diminuição equivalente a 1,2%, comparando com os valores do mesmo período de 2014.

Para Antonio Megale, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), alguns fatores contribuíram para que ocorresse a queda nos financiamentos automotivos. São eles: a interrupção da fabricação de carros pela Volkswagen, devido a forte crise econômica e também a greve dos bancários, que paralisaram as operações. Fatores que foram sentidos nos números de setembro.

De qualquer forma, a greve dos bancários já terminou e a Volkswagen desde a segunda quinzena de setembro retomou sua produção. O que faz com que as expectativas para o restante do ano de 2016 sejam melhores.

Sirlene Montes


Consórcio de Carros é Alternativa ao Financiamento


Crise Econômica faz procura por Consórcio de Veículos crescer no Brasil.

Em momentos de crise e problemas econômicos agravados pelos juros altos e a restrição cada vez maior de crédito, a alternativa mais “sensata” encontrada por aqueles que querem adquirir um carro surge com o nome de “consórcio”. Considerando problemas passados e os atuais, o consórcio de veículos tem se mostrado eficiente e conseguido se manter “imune” a diversas consequências oriundas das questões econômicas.

A adesão de cada vez mais pessoas aos consórcios de veículos tem crescido ano após ano no Brasil. De acordo com dados levantados pela ABAC, no ano de 2015 foi registrado um aumento na participação ativa em todas as categorias indo de veículos leves, passando pelos caminhões e até motocicletas. Outra curiosidade é que em todos os segmentos analisados o índice apontado acabou sendo bem maior do que os registrados nos patamares dos últimos anos.

Usando como exemplo os veículos leves em 2015, as vendas atingiram 25,31%. Para se ter ideia, esse percentual é mais do que o dobro de 2011. E a expectativa é de que em 2016 a coisa siga nesse sentido.

O perfil dos compradores também é um aspecto interessante: Ele tem mudado nos últimos anos.

No lugar de encontrarmos uma grande parcela de homens idealizando um novo veículo, vamos encontrar uma parcela significativa de mulheres. Esse público geralmente conta com idade entre 26 e 35 anos. Elas representam já em 2016 um percentual 40% maior do que o visto em 2015. Já a faixa de preços buscados por elas é de cerca de R$ 26.000,00.

Alguns representantes de consórcios comentam sobre essa presença das mulheres destacando que elas é que foram em parte, as grandes responsáveis pelo crescimento de vendas nos consórcios. De acordo com a maioria, as mulheres se preocupam mais com o investimento enquanto que os homens com o rendimento.

Nesse meio tempo é interessante observarmos as vantagens que os consórcios de veículos apresentam e que obviamente atraem a atenção nesses tempos difíceis. Entre eles estão aspectos como a ausência de juros, a possibilidade de não ter entrada ou parcelas intermediárias, as taxas menores, uma burocracia menor, a diversidade de crédito e a praticidade de encontrar parcelas que caibam no bolso do consumidor.

De qualquer forma, antes de participar de algum consórcio é sempre bom pesquisar antes e fazer o máximo de simulações possíveis para avaliar as vantagens.

Por Denisson Soares