Venda de Carros equipados com este tipo de motor pode acabar até 2035.

Um recente estudo produzido pelo instituto de pesquisa que monitora condições climáticas do mundo, a Climate Action Tracker, sugere que a venda de carros com motor movido a combustão deve acabar até 2035. Isso se dá ao fato de que, de todos os gases tóxicos que são responsáveis pelo crescimento do efeito estufa e, por consequência, o aquecimento global. Ao menos 14% dos gases tóxicos expelidos na atmosfera vêm da queima de combustíveis fôsseis, principalmente o da gasolina e do diesel.

Já a algum tempo o planeta tem sofrido com o efeito estufa, que é um fenômeno natural provindo do aquecimento térmico da Terra. No entanto, nas últimas décadas, a concentração natural dos principais gases isolantes como dióxido de carbono, óxido nitroso, metano e cloro-fluor-carboneto tem aumentado graças a interferência humana, com desmatamentos e queima diária e interrupta de combustível fósseis que aumentam exageradamente a poluição do ar, resultando na elevação de temperatura.

Segundo uma pesquisa realizada pela cientista Carolyn Snyder, da Universidade de Stanford na Califórnia, EUA, e revelado pela revista “Nature”, o efeito estufa pode contribuir para um aumento bastante significativo na temperatura global no futuro, estima-se que podemos ter de enfrentar um calor entre 3 e 7 graus centígrados mais altos.

Justamente por esse motivo é que o desenvolvimento de carros ditos “verdes” ou “ecologicamente corretos”, em especial os elétricos, são uma necessidade para salvar nosso planeta. A ideia do instituto Climate Action Tracker é que os carros movidos a combustão deixem de existir por completo até 2050, mas descontinuar totalmente a produção desses veículos e encerrar as vendas em menos de 20 anos exigirá transformações radicais em toda indústria automobilística.

No entanto, o assunto é extremamente sério e deve ser levado a diante, não é à toa que em dezembro de 2015, líderes de diversas potências se encontraram em Paris para uma conferência a respeito do clima terrestre, na chamada COP21. O objetivo principal dessa reunião é manter o aumento da temperatura global abaixo de 2 ºC.

Atualmente os maiores emissores de poluição por automóveis e caminhões com motores a combustão são: Estados Unidos, China, União Europeia, Índia, México e Brasil.

Pensando nisso, o Brasil assumiu o compromisso voluntário de reduzir em 37% suas emissões projetadas até 2025, aumentando sua contribuição em 43% até 2030 e, para manter o acordo, essas metas deverão ser incluídas na Lei 12.187/2009, como estabelece o PLS 750/2015, do senador Jorge Viana (PT-AC), que tramita na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

Basta agora aguardar se o Brasil e os demais países, assim como a indústria automobilística, cumprirão com a meta e até 2050 passaremos a “encher” o tanque de nossos veículos com eletricidade ao invés de gasolina ou diesel.

Elis Nunes





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