Carros com menor número de problemas – levantamento JD Power


A despeito da percepção do público de que os carros estão vindo com muitos problemas, e a despeito dos problemas seríssimos enfrentados pelos Toyota que prendem o acelerador, levantamento da J. D. Power sobre a qualidade dos carros vendidos nos EUA mostra que a quantidade de defeitos por carro vem caindo muito nos últimos anos, de uma média de 164 problemas (em até 90 dias da compra) a cada 100 carros em 1999 para 109 em 2010. 2010 também é o primeiro ano em que a qualidade média dos carros americanos (108) superou a dos importados (109), embora os números atuais revelem praticamente um empate técnico.

Dentre as marcas de maior qualidade (menor número de problemas a cada 100 carros), as 4 primeiras são especializadas em veículos de luxo. São elas: 1ª) Porsche – 83; 2ª) Acura – 86; 3ª) Mercedes-Benz – 87; 4ª) Lexus – 88. Em seguida, aparecem marcas mais populares. Destaque para a Ford, que pela primeira vez ocupa essa posição: 5ª) Ford – 93; 6ª) Honda – 95; 7ª) Hyundai – 102.

Interessante notar que a Lexus, divisão de luxo da Toyota, está nas primeiras posições. Vários Lexus foram afetados por problemas, inclusive o de acelerador, que acometeram carros da Toyota, e que levaram essa marca a uma posição mediana no ranking de qualidade. Mesmo assim, a Lexus continua sendo uma das melhores.

Na outra ponta da tabela, no entanto, temos até uma surpresa. Os Land Rover foram considerados os carros de pior qualidade à venda nos EUA, com uma péssima média de 170 problemas a cada 100 carros. Outra que chama a atenção é a Mitsubishi, com 146. Volkswagen (135), Mini (133) e Jaguar (130) vem em seguida, mas não se distanciam tanto das outras com maior número de problemas.

Entre os carros de passeio se encontram vários modelos que são vendidos no Brasil. Podemos destacar, entre eles, os seguintes (em categorias americanas):

  • Subcompacto: Honda Fit – 3º lugar
  • Compacto: Ford Focus (1º) e Honda Civic (2º)
  • Sedan médio: Honda Accord (1º), Ford Fusion (2º) e Chevrolet Malibu (3º)
  • Crossover/SUV compacto: Honda CR-V (2º)
  • MPV (veículo multi-propósito) compacto: Chrysler PT Cruiser Wagon (2º)
  • Crossover/SUV de entrada premium: BMW X3 (2º) e Volvo XC60 (3º)
  • Crossover/SUV médio: Ford Edge (3º)
  • Picape média: Nissan Frontier (1º) e Ford Ranger (2º)

Conclusão

Apesar de todas as notícias ruins e reclamações de consumidores em fóruns, blogs e na web em geral, é de se notar que a qualidade dos carros melhorou muito nos últimos 11 anos. Muito da impressão que se tem de que os carros estão piores provavelmente deriva do fato de que hoje há maior facilidade para obtenção e troca de informação.

No entanto, não se pode ainda considerar uma média de 109 problemas a cada 100 veículos como algo ideal. Mesmo com menos problemas, é praticamente certo que, quando se compra um carro zero km (e estamos aqui falando de carros que são de luxo para brasileiros), o consumidor terá algum tipo de defeito de fabricação. As montadoras precisam continuar aprimorando seus controles de qualidade.


Recall Fiat Stilo – defeito nos cubos das rodas traseiras


A empresa de veículos Fiat irá iniciar nesta quinta-feira, 18 de março de 2010, o recall dos carros do modelo Stilo, após investigação sobre o defeito nos cubos das rodas traseiras, que poderiam estar causando acidentes aos usuários.

Serão mais de cinqüenta e dois mil veículos, produzidos entre 13 de abril de 2003 e 09 de março de 2010, que terão os cubos de ferro fundido das rodas traseiras substituídos por peças feitas em aço forjado.

Mas isto não terá qualquer custo para o cliente, o serviço é totalmente gratuito. Basta entrar em contato com qualquer concessionária ou oficinas de assistência da Fiat.

Mais informações podem ser obtidas no telefone 0800 707 1000 ou através do site www.fiat.com.br.


Resposta da Volkswagen aos problemas no motor 1.0 de Gol, Voyage e Fox


A VW divulgou ontem nota oficial (clique aqui para ler na íntegra) respondendo aos problemas encontrados nos motores 1.0 (e também alguns 1.6) dos modelos Gol, Voyage e Fox que estão, literalmente, “batendo pino” (daí o barulho característico que os proprietários tem afirmado ouvir, típico de motores em fim de vida útil).

A montadora afirma que a mudança de especificação em um lubrificante em março do ano de 2008 fez com que um a cada mil carros apresentasse problema com o lubrificante. Como existem cerca de 300 mil Gol e Voyage e 100 mil Fox circulando com o novo lubrificante, estima-se que 400 carros teriam sido afetados pelo problema (300 deles já passaram por trocas de peças ou do motor inteiro). A montadora também procurou tranquilizar os proprietários, aumento o prazo da garantia do motor de 3 para 4 anos, descartando o recall.

No entanto, segundo reportagem do G1, concessionários afirmam que o problema está nas peças do motor mesmo, que não receberam tratamento térmico.

Está aí a versão da VW. Essa história ainda vai dar o que falar.


VW Gol, Voyage e Fox 1.0 tem problema no motor (EA-111)


Essa caiu como uma bomba e está repercutindo pelos jornais do Brasil inteiro nesta segunda-feira. A Volkswagen admitiu que em cerca de 300 carros dos modelos Gol, Voyage e Fox 1.0 (modelo do motor EA-111) foram constatados problemas no motor. E o defeito pode atingir milhares de exemplares.

Esses carros apresentam um barulho estranho no motor, além de uma tendência a baixar o nível de óleo, o que leva a desgaste prematuro e leva a outros problemas. Segundo a revista Exame, a VW não pretende convocar um recall dos modelos porque o defeito não compromete a segurança. O custo de um recall de motor poderia passar de R$ 1 bilhão.

Comentando

Do ponto de vista legal, está certo. Como não compromete a segurança, não há necessidade de recall. Mas isso não significa que o consumidor não tenha direito à substituição de peças defeituosas. O consumidor que estiver com o carro com problemas deve procurar a concessionária e, caso não seja atendido, procurar o Procon.

Também convém lembrar que muitos proprietários de Gol, Voyage e Fox 1.0 estão reclamando do alto consumo de seus carros. E um dos sintomas do nível de óleo baixo é justamente este, gasto exagerado de combustível. Não podemos afirmar com certeza, mas recomendamos que proprietários desses modelos fiquem atentos a isso.

A matéria saiu em vários jornais, entre eles G1, Estadão e Zero Hora.