Seguro de Carro Antigo – Como Fazer


Confira aqui algumas dicas de como fazer seguro de carro antigo.

Se você possui um veículo que tenha 10 ou mais anos de uso, já sabe a dificuldade que é fazer o seguro do mesmo. Isso porque muitas seguradoras acabam recusando carros que se enquadram nesse tipo ou ainda, acabam cobrando um preço elevado para a sua cobertura, deixado inviável a sua realização.

E é exatamente de olho nessa fatia de mercado que algumas empresas começaram a se especializar em uma nova modalidade de seguro de automóveis mais antigos, chamada de flexível ou “flex”. Trata-se de um mecanismo muito simples que busca baratear o serviço, oferecendo uma cobertura segmentada ou simplificada. Ficou curioso e quer saber mais sobre essa modalidade? Então fique ligado que nós te contamos tudo.

Seguro de carros no Brasil

É notável que no Brasil o seguro de automóveis está fortemente centrado nos veículos que tenham até cinco anos de uso. Essa fatia representa aproximadamente 80% de todo o mercado brasileiro, formado por cerca de 17 milhões de carros segurados. Esse fato pode ser explicado levando em conta o requisito econômico, uma vez que os automóveis ficam cada vez mais velhos e depreciados e, em contrapartida, o valor de todas as peças segue muito parecido em carros seminovos ou novos. E é exatamente por esse motivo que o valor das cotações normais fica inviável, uma vez que as seguradoras são, por lei, obrigadas a colocar os componentes originais no momento do reparo. Por isso que o valor do seguro em veículos mais antigos atinge facilmente os 10% ou mais de todo o preço do bem.

Com isso, muitos proprietários abrem mão da proteção, deixando o carro sem seguro algum.

Atualmente, aproximadamente 70% de toda a frota que circula no país, formada por cerca de 35 milhões de carros de passeio, não possui uma cobertura para rodar pelas estradas brasileiras. E é exatamente para esse mercado que as empresas têm se voltado mais e se movimentado, propondo alternativas úteis para não perder o cliente.

Duas opções de Coberturas para carros de 10 anos ou mais

A HDI Seguros, uma empresa que atua no ramo, oferece um pacote chamado “HDI Fit”, que disponibiliza uma cobertura simplificada com custo do seguro entre 30% e 60% mais barato. Na comparação, o seguro completo e tradicional é chamado de cobertura compreensiva, enquadrando perda total, danos a terceiros, colisão parcial, incêndio e furto e roubo. Não havendo franquia, o seguro simplificado oferece diversos tipos de proteção, podendo eles serem contratados de forma combinada ou individual. Então, quanto maior a cobertura, maior o valor do seguro. Vale lembrar que para essa modalidade são aceitos carros com modelos de, no máximo, 20 anos de uso. Além disso, não há disponibilidade de cobertura para a perda parcial (colisão), de forma a conter os custos.

Conforme pesquisas da seguradora, um dos maiores medos apontados pelos usuários de carros mais antigos é relacionado ao furto e roubo, uma vez que esses veículos são mais visados para o abastecimento de desmanches e no mercado ilegal voltado para autopeças.

Os planos da companhia para muito em breve são de oferecer opções de cobertura também para a perda parcial, desde que seja feito o pagamento de uma franquia com valores bem mais acessíveis se comparados com os demais seguros disponibilizados pela empresa.

Outra organização que oferece o seguro simplificado é a Azul Seguros. Há duas opções oferecidas para coberturas diferenciadas. O primeiro, a “Azul Auto Leve”, reduz em até 25% o valor de uma apólice e que cobre incêndio, colisão, furto, roubo e, também, responsabilidade civil facultativa. Na mesma modalidade é possível a contratação de coberturas para faróis, vidros, lanternas, retrovisores, carro extra e danos morais. Ainda, há opção de guincho em até 200 km e assistência 24 horas. O pacote está disponível para carros de até 25 anos e com valor segurado em R$ 80 mil.

Além desse, o “Azul Seguro Auto” faz cobertura de furto, roubo, incêndio, colisão e adicionais que podem ser contratados pelo cliente conforme as suas necessidades. Essa opção está disponível para os automóveis com até 25 anos de fabricação e na importância de R$ 150 mil.

Em ambos os produtos, os carros com 11 anos ou mais ganham 5% de desconto em pagamento parcelado em 10 vezes fixas ou à vista. Apesar de serem apenas duas opções de seguradoras, vale à pena pesquisar juntamente com aquela mais próxima de você se não há opções viáveis para esse tipo de veículo. Assim, o motorista possui garantias de cobertura nas mais diferentes situações que possa encontrar.

Kellen Kunz


FSO Polonez – História e características do antigo carro


Em 1978 a FSO assumiu um projeto próprio que daria origem ao Polonez. O carro era um hatchback médio com cinco portas que contava com faróis circulares e o para-choques acompanhando o desenho do carro. O carro contava com bom espaço interno, bancos dianteiros reclináveis, volante com altura ajustável e um painel que lembrava muito no que diz respeito aos instrumentos presentes nos antigos Fiat.

O carro contava com um motor de 1.3 litros com potência de 65 cavalos capaz de ir de 0 a 100 km/h em 22 segundos ou de 1.5 litros com potência de 74 cavalos e que faria 0 a 100 km/h em 17,5 segundos. O carro possuía tração traseira fornecida pelo câmbio manual de quatro marchas. Uma versão mais potente foi produzida para atender especialmente a grandes oficiais do governo. Essa versão chamada 2000 contava com um motor 2.0 litros da Fiat capaz de gerar ao conjunto 110 cavalos de potência.

Durante a Guerra Fria, o mercado do leste europeu se moveu de maneira muito diferente do mercado ocidental. Ao contrário da lógica consumista, com produtos com prazo de validade curto para estimular o consumo, a Europa oriental produzia automóveis duradouros com projetos que durariam décadas. O mercado não era muito concorrido e não havia tanta necessidade de evolução técnica. Nessa geração e com essa ideia ocorreu a produção do FSO Polonez, que atuou na Polônia de 1978 até 2002. A Fabryka Samochodów Osobowych (FSO), em português “fábrica de automóveis de passageiros”, foi fundada em 1951 quando começou a produzir o Warszawa. O Syrena foi produzido em 1957, sendo um dos modelos mais populares da empresa.

Em 1965 a FSO realizou um acordo com a Fiat para produzir carros licenciados pela marca italiana. O primeiro modelo a ser produzido na época foi o 125p que era uma combinação do Fiat 125 com o motor dos antigos 1300 e 1500. O carro parou de ser fabricado em 1991 e teve mais de 1,4 milhões de unidades vendidas. Essa parceria teve grande importância no desenvolvimento do Polonez, que conta com claras linhas de inspiração nos antigos Fiat.

Por Nosf

FSO Polonez

Foto: Divulgação


Triumph Herald 1200 Estate que apareceu no disco dos Beatles está à venda


Essa é uma daquelas coisas que não imaginamos que possam acontecer, mas acontecem. Para quem é fã de música, em especial os Beatles deve, com certeza, lembrar-se dos detalhes que fazem parte do cenário de um dos álbuns tidos como um dos mais importantes na história do rock mundial. Estamos falando de um carrinho com algumas décadas: um Triumph Herald 1200 Estate ano 1967. O modelo mais do que clássico por muitos motivos está sendo vendido por 2.5 mil libras no eBay. E é até barato já que envolve o nome dos Beatles, o valor em reais seria algo de aproximadamente R$ 10 mil.

O Triumph Herald 1200 Estate ano 1967, que teve seu papel de figurante famoso aparece bem na capa do álbum Abbey Roads, dos Beatles, lançado no em de 1969. É bem verdade que o fusca chama mais atenção já que está meio que em primeiro plano, mas ele está lá, um pouco mais à frente. Naquele dia, 9 de agosto de 1969, foram tiradas seis fotos na seção.

O Triumph Herald 1200 Estate tem a placa NHS 31F. E curiosamente foi apelidado de “Jezebel”. O modelinho já está no quinto dono, nas mãos de um sujeito chamado de David Golding, que trabalha vendendo modelos de carros antigos em Dublin, na Irlanda. No mês de julho o modelo foi adquirido por meio de um leilão ocorrido em Londres, na Inglaterra. A informação de que ele era mesmo o carro que aparecia no Abbey Roads foi passado para frente de boca a boca pelos antigos donos, mas sem nenhum tipo de confirmação oficial.

Golding não se convenceu com a história e queria tirar tudo a limpo. Como ele mesmo disse “Eu precisava convencer a mim mesmo da história e gastei várias semanas tentando localizar o primeiro dono”. De acordo com o anuncio o atual dono fez uma investigação e montou uma espécie de rastreamento até localizar o primeiro dono do carro, Andrew McKenzie, infelizmente falecido no ano passado. Golding então deu um jeito de contatar a viúva e os parentes. Pelas informações levantadas, de fato na época, Andrew trabalhava na região onde a capa do álbum teve suas imagens produzidas. Mesmo com uma baixa resolução, Andrew foi reconhecido pelos familiares ao lado do carro.

O Triumph Herald 1200 Estate teve um longo caminho em sua existência rodando cerca de 96,5 mil km. De acordo com o vendedor do carro ele ainda tem boas condições mecânicas e o interior, que é original, também está em bom estado.

Por Denisson Soares

Triumph Herald 1200 Estate

Foto: Divulgação