Anef – Financiamentos por CDC aumentaram em 6,4% no 1° trimestre


As iniciativas para frear a alta da inflação começaram no final de 2010, quando o Banco Central (BC) decidiu adotar medidas de restrição ao crédito. Inicialmente, aconteceram temeridades em vários segmentos que, sem saída, passaram a acreditar em outros mecanismos para atrair o interesse dos consumidores. Um dos mais afetados, por sinal, foi o ramo de veículos automotores, embora os balanços de 2011 pouco apresentem pontos negativos.
Dados divulgados pela Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef) assinalam que ocorreu incremento de 6,4% na venda de carros por meio do Crédito Direto ao Consumidor (CDC) no 1º trimestre do ano em comparação ao período igual de 2010. O índice do Leasing, diferentemente, contraiu decréscimo de 9,8% na mesma base comparativa.
O saldo total das carteiras de financiamento atingiu R$ 190,4 bilhões entre janeiro e março, alta de 17,3%, ou R$ 28,1 bilhões, sobre o período análogo de um ano atrás. A associação aponta que o progresso mitigado das operações reflete justamente as medidas abraçadas pelo BC. Nos próximos meses é bem provável que os resultados sejam mais sentidos, segundo Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef.
A entidade assinala que a taxa média de juros emplacada por suas associadas aumentaram brevemente no 1º trimestre, de 1,40% para 1,57%, ou 20,56% ao ano.
Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Assessoria de Imprensa


Novas regras para financiamento de veículos


Foram anunciadas pelo Banco Central, as novas regras para o financiamento de veículos, que passam a valer a partir do dia 6 de dezembro em todo o país. Os planos deverão ter uma entrada mínima que varia de acordo com o prazo para pagamento.

Para quem for comprar um carro e dividir o pagamento entre 24 e 36 parcelas, será obrigatória uma entrada de pelo menos 20% do valor do automóvel. Já para o parcelamento entre 48 e 60 prestações, o valor exigido no ato da compra será de pelo menos 40% do que se pagaria à vista.

De acordo com Aldo Luiz Mendes, diretor de Política Monetária do Banco Central, as medidas foram tomadas por causa do aumento do risco de inadimplência em transações de longo prazo. Ele disse ainda que as vendas para pessoas jurídicas e os financiamentos de veículos de grande carga não serão afetadas.

Por André Gonçalves

Fonte:  Época