O setor de veículos automotores é dos mais rentáveis para o país e às empresas diretamente envolvidas. O grande trunfo do segmento aconteceu em pelo menos cinco meses de 2010 em função de uma combinação de fatores oriunda de governo, com medidas de isenção de impostos, consumidores, com aumento de renda e de profissionais no mercado de trabalho, e montadoras, com promoções e facilidades de pagamento.

Este ano é, e será, um pouco diferente a pequena parcela do setor, pois o governo decidiu impor barreiras à importação de carros. Tal decisão foi criticada parcialmente pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), que considera a medida inviável do modo como foi concebida.

A associação pondera ser positiva a aplicação do sistema de liberação não-automática de carros da vizinha Argentina, pois esse país adota medidas protecionistas contra produtos tupiniquins, mas contra outras nações definitivamente não concorda. Para elucidação, dados da Abeiva apontam que quase 51,7 mil unidades de suas associadas foram vendidas pelo Brasil, ou seja, menos de 5% do total de todo o mercado e de 21,15% do total de automóveis importados.

O pano de fundo da história é justamente afetar a Argentina. Há alguns meses, os hermanos adotaram medidas protecionistas contra produtos brasileiros similares aos produzidos por lá. Até Cristina Kirchner teve de intervir. Os embates no futebol, pelo visto, parecem ser muito menos comuns se destacados os campos econômico e político, uma vez que situações como essa ocorrem de tempos em tempos.

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Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Estadão


O brasileiro parece mesmo ter resolvido investir na compra de automóveis. E não só nos modelos nacionais e mais baratos. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), mostram que foram emplacadas 105.858 unidades importadas, em 2010, contra 43.365 unidades em 2009, o que significa um crescimento de 144,1%.

E o destaque vai para os superesportivos e os carros de luxo, principalmente com a Ferrari, que teve um crescimento de 814,3%, saltando de sete unidades vendidas em 2009, para 64 em 2010. Já a Maseratti, mais que dobrou as importações dos seus modelos, passando de 14 para 30 unidades, no ano passado.

Outros destaques ficam por conta da Land Rover, que saltou de 2.007 para 5.212 veículos vendidos em 2010, além da Volvo, que de 361 modelos comercializados em 2009, foi para 2.179 neste ano que passou, e a Jaguar, que vendeu 100 veículos em 2010, contra 55 em 2009.

Por André Gonçalves


As vendas de veículos importados apresentaram crescimento de mais de 4% no mês de agosto em relação ao mês anterior. Foram 140 unidades vendidas a mais do que em julho, fechando o mês com um saldo de 3.211 carros comercializados. Apesar do aumento, o setor ainda revela queda de 9,2% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado.

A análise, apurada pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), revela ainda que agosto apresentou uma pequena queda de 0,26% no total de veículos emplacados pelas importadoras associadas em comparação com agosto de 2008.

Nas vendas para concessionárias também foi registrado aumento em relação a julho, atingindo o índice de crescimento de 21,62%. O número de vendas no atacado, apesar de continuar em baixa com relação ao ano passado, chegou a 3.859 mil unidades.





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