Comparativo técnico scooters 2023 – Yamaha Xmax vs Honda Forza vs Honda PCX

Vale a pena pagar mais ou menos por uma scooter? Confira neste comparativo entre três scooter de perfis bem diferentes: Yamaha Xmax ABS 250, Honda Forza 350 e Honda PCX 150

Yamaha ou Honda? Qual marca de scooter melhor atende o público brasileiro? Para ajudar a responder essa pergunta separamos as principais características da Yamaha Xmax 250, Honda Forza 350 e a Honda PCX 150.

Devido à alta dos preços, não só no Brasil como no restante do mundo está sendo cada mais comum a busca por alternativas sustentáveis e econômicas, e o segmento de motos scooters não está ficando de fora dessa tendência.

Para este comparativo, selecionamos as principais scooters do mercado. Mesmo sendo scooters, contudo, trata-se de três motos para perfis de público (e, principalmente, bolso), bem distintos, dada a grande diferença técnica e de preço entre elas.

Considerando o cenário corriqueiro das cidades brasileiras, ao final deste artigo você saberá quais os pontos positivos e negativos de cada uma dessas motos e qual se encaixa no seu gosto e bolso. Claro que todas elas podem ser encontradas por preços mais acessíveis no mercado de usados, se preço é que procura é possível achar a PCX 150 (moto mais barata da lista) até por 7 mil reais, dependendo do ano e estado de conservação.

Nota: os preços de seguros são uma referência aproximada. Podem variar consideravelmente, dependendo da região onde você mora.

Yamaha XMAX ABS 250 — Custo-benefício, moderna e competente.

A família Max da Yamaha vem crescendo. Líder em desempenho na categoria de baixa cilindrada com sua NMAX ABS 160, sua variante Xmax 250 ABS chegou ao Brasil já há alguns anos, com 4 anos de garantia e preço fixo de revisão. Sempre com design moderno e esportivo com muitos detalhes e acabamento de qualidade. Sua chave “smart key” tem função de presença e proximidade, mesmo no bolso a chave dará partida.

Conta com acesso ao bocal do tanque, compartimento de bagagem e dois porta objetos em seu cockpit que acompanha tomada 12 Volts. Entre seus diferenciais está a capacidade de carga de 45 litros com iluminação de LED em seu bagageiro.

Em questão de conforto seu banco chama atenção, sendo largo, espaçoso e com dois níveis de altura, proporciona mais segurança e conforto quando estiver com passageiro. Outra característica são seus apoios emborrachados para os pés, além dos ajustes de posição para com o guidão e para-brisa.

Seu painel é analógico, com os costumeiros velocímetro e conta giros, tradição nas scooters da Yamaha que apela sempre para o segmento esportivo aliado as facilidades das scooters. Seu painel central está bem legível e complementa as informações de consumo, combustível, motor, hodômetro e autonomia. Andando, o Xmax lembra uma moto, pois suas rodas largas usam pneus sem câmara, significando maior estabilidade e aderência; a Yamaha também ajustou as suspensões para uma cópia mais precisa dos asfaltos.

Voltando à segurança, outro ponto da Xmax é seu conjunto de freios a disco e ABS nas duas rodas, além do controle de tração, mais comum em motos de alta cilindrada, que impede a perca de tração ou derrape em pisos lisos. Falando nisso, o motor da Xmax conta com bastante tecnologia, cilindro de alumínio e cilicio com refrigeração líquida e pistão de alumínio forjado. Como de costume, a Yamaha usa câmbio automático CVT em suas scooters, sem necessidade de troca de marchas, apenas acelerar e frear enquanto desfruta de sua potência. Já a capacidade para combustível está acima da média, cabe 13 litros e entrega uma ótima autonomia.

Para quem gosta de cores foscas, a Xmax 250 é vendida em três opções de cores; preto com rodas douradas, azul e vermelho. Acompanhe o resumo de suas especificações:

Preço

  • Preço sugerido: R$ 29.900 (sem frete);
  • Seguro: R$ 835,12.

Motor

  • Tipo: OHC / SOHC, 4 tempos, 1 cilindro, 2 válvulas;
  • Potência: 22,8 cv a 7.000 rpm;
  • Torque: 2,5 kgf.m a 5.500 rpm;
  • Velocidade máxima: 120 km/h;
  • Capacidade de óleo: 1,8 L.

Combustível

  • Combustível: Gasolina;
  • Alimentação: Injeção eletrônica;
  • Tanque: 13,2 L e reserva de 2,4 L;

Eletrônica

  • Ignição: CDI/ECU;
  • Partida: Elétrica;
  • Bateria: 12V 6Ah;
  • Faróis: LED.

Transmissão

  • Embreagem: Automática;
  • Câmbio: Automático CVT;
  • Transmissão final: por correia dentada.

Dimensões

  • Quadro: em aço;
  • Comprimento: 2.185 mm;
  • Largura: 775 mm;
  • Altura 1.415 mm;
  • Distância do solo: 135 mm;
  • Entre eixos: 1.540 mm;
  • Peso: 179 kg.

Suspensão

  • Dianteira: Garfo telescópico, 110 mm sem ajustes;
  • Traseira: Bichoque, 92 mm com ajuste de pré-carga da mola;
  • Rodas: Liga leve, 15 e 14 polegadas (35,56 cm);
  • Pneu: sem câmara.

Freios

  • Disco ventilado, 245 mm com ABS.

Honda Forza 350 — Estimada com razão, mas e o preço?

Importada da Tailândia, a Forza 350 e muito aguardada pelo público brasileiro desde a época da pandemia, traz novidades como computador de bordo, controle de tração, carregador USB-C ajuste automático do para brisa. Diferente de sua concorrente, seu bagageiro tem 48 litros de espaço com uma folguinha a mais para carregar suas coisas. E como é de se esperar, seu arranque corresponde mesmo a de uma moto de 350 cilindradas tanto em partida quanto em retomadas, necessário se segurar firme para não ficar para trás.

Outro fator interessante é sua dirigibilidade que mesmo para o seu tamanho responde bem e é bem ágil mesmo em baixa velocidade, na estrada entrega bastante segurança, pois o entre eixos é longo e deixando a moto bem assentada no asfalto.

Disponível na cor cinza metálico, é linda e altamente tecnológica, porém mesmo com ótimos atrativos, algo que afasta os consumidores brasileiros da Forza 350 é seu preço elevado, muito acima de sua concorrente direta Xmax 250 com 17 mil reais de diferença. Acompanhe o resumo de suas especificações:

Preço

  • Preço sugerido: R$ 47.000
  • Seguro: R$ 428,57

Motor

  • Tipo: Monocilíndrico, refrigeração líquida, SOHC, 4 tempos.
  • Potência: 28,9 cv a 7.500 rpm;
  • Toque: 3,24 kgf.m a 5.250 rpm;
  • Velocidade máxima: 140 km/h;
  • Capacidade de óleo: 1,8 L.

Combustível

  • Combustível: Gasolina;
  • Alimentação: Injeção eletrônica;
  • Tanque: 11,7 L.

Eletrônica

  • Ignição: CDI/ECU;
  • Partida: Elétrica;
  • Faróis: LED.

Transmissão

  • Embreagem: Automática;
  • Câmbio: Automático CVT.

Dimensões

  • Quadro: em aço;
  • Comprimento: 2.147 mm;
  • Largura: 754 mm;
  • Altura 1.507 mm;
  • Distância do solo: 135 mm;
  • Entre eixos: 1.510 mm;
  • Peso: 175 kg.

Suspensão

  • Dianteira: duplo amortecedor;
  • Traseira: telescópica.

Rodas

  • Freios: a disco.

Honda PCX 150 — Alternativa econômica e pouca visada para roubos.

Não se deixe enganar pelo visual simplista dessa scooter, vendida em diferentes versões e cores, é versátil, econômica e confiável, a PCX 150 é líder de vendas no segmento de scooters desde 2013. Fazendo incríveis 40 km por litro, essa scooter certamente está com o melhor custo benefício considerando tudo o que ela pode proporcionar, não fica muito atrás da Forza e muito menos da Xmax. Se o seu uso for principalmente para cidades ela atende muito bem.

Mas nem tudo são flores se o seu uso for recorrente e principalmente para longas viagens a PCX 150 pode não satisfazer as expectativas. Pelo fato da roda ser pequena, não é muito estável, por ser muito silenciosa pode ocasionar acidentes, seu compartimento de 30 litros limita sua bagagem e velocidade máxima de 80 KM limita suas ultrapassagens.

Apesar de não ser indicada para viagens muito pelo preço de manutenção que é elevado, ela pode, sim, apesar de ser cansativo, basta apenas respeitar a moto e entender os limites que ela oferece. Acompanhe o resumo de suas especificações:

Preço

  • Preço sugerido: R$ 16.300,00 (PCX ABS); R$ 14.690 (PCX CBS); R$ 16.740 (PCX Sport ABS e PCX DLX ABS);
  • Seguro: em torno de R$ 1.600.

Motor

  • Tipo: Cilindro horizontal, refrigeração líquida, 2V, SOHC, 4 tempos.
  • Potência: 13,1 cv a 8.500 rpm;
  • Toque: 1,36 kgf.m a 5.000 rpm;
  • Velocidade máxima: 80 km/h;
  • Capacidade de óleo: 1,8 L.

Combustível

  • Combustível: gasolina;
  • Alimentação: aspiração natural;
  • Tanque: 8 L.

Eletrônica

  • Ignição: CDI/ECU;
  • Partida: Elétrica;
  • Faróis: LED;
  • Bateria: 12V 5Ah.

Transmissão

  • Embreagem: Automática;
  • Câmbio: Automático CVT.

Dimensões

  • Quadro: em aço;
  • Comprimento: 1.931 mm;
  • Largura: 737 mm;
  • Altura 1.101 mm;
  • Entre eixos: 1.315 mm;
  • Peso: 125 kg.

Suspensão

  • Dianteira: garfo telescópico;
  • Traseira: bichoque com ajuste de pré-carga da mola.

Rodas

  • Freios: a disco.
  • Rodas: liga leve, 14 polegadas (35,56 cm);
  • Pneus: sem câmara.

Conclusão

Melhor moto: Forza 350

Melhor custo benefício: XMAX 250

Mais econômica: PCX 150

Podemos dizer que a PCX 150 é mais indicada para uso menos intenso, em cidades com boas condições de asfalto devido à manutenção. Mas nada impede que você vá além e explore os limites dessa scooter. Já a XMAX 250 e a Forza 350 estão à frente por serem mais potentes e tecnológicas, ambas facilmente indicadas para trabalho e longas viagens. Se você não tem como investir em uma moto top de linha, vá de PCX, se você tem, mas não muito, procure boas ofertas da XMAX. Agora se você tem dinheiro sobrando a Forza 350 não te dará nenhum problema, dentre todas, a Forza 350 é a menos criticável, de fato um ótimo trabalho da Honda.

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