Presidente da Stellantis – carros elétricos são caros e mercado pode colapsar


CEO da Stellantis, Carlos Tavares, diz que o alto custo de produção de carros elétricos pode tornar muito difícil a compra pelas pessoas e que o mercado pode colapsar. A opinião também é compartilhada por outros executivos da empresa.

Recentemente, Carlos Tavares, o CEO da Stellantis, reafirmou o compromisso do grupo com a eletrificação dos veículos. Entretanto, na ocasião citada, ele também aproveitou para destacar que os custos de produção dos veículos em questão são consideravelmente mais altos que os dos comuns, a combustão interna. Segundo as afirmações de Tavares, este valor mais elevado pode chegar em até 50%.


Atualmente, a Stellantis possui 34 carros eletrificados entre as diversas marcas que pertencem ao grupo. Porém, para Carlos Tavares o “gorila na sala” quando se fala sobre este assunto é o preço, algo que ninguém deseja comentar a respeito. Apesar do custo de produção mais elevado, o grupo em questão pretende ampliar o seu portfólio para 55 veículos eletrificados em todo o mundo até o ano de 2025.


Destes veículos 40 serão totalmente elétricos e outros 15 serão híbridos plug-in. Assim, tem-se o surgimento de 20 novos carros como certo ao longo dos próximos três anos, o que deixa claro o comprometimento da empresa como algo que extrapola a fala e o campo das ideias.


Este posicionamento de Carlos Tavares vai de encontro ao que ele chegou a destacar em um evento ocorrido em dezembro, organizado pela agência Reuters. Na ocasião citada, ele chegou a pontuar que a situação do preço é bastante elevado e alegou que estes custos extras podem acabar sendo absorvidos pela indústria automobilística, de modo que seria impossível para a Stellantis obter algum lucro com os lançamentos em questão.


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Desse modo, o processo poderia gerar um colapso quando pensado em longo prazo. Isso também tem ligação direta com o fato de que os custos de produção dos carros elétricos não podem ser repassados aos consumidores através de impostos, de modo que os preços se tornariam elevados demais para que as pessoas comprassem os veículos. Assim, Carlos Tavares chegou a falar sobre o impasse destacando que a Stellantis precisa encontrar uma forma de reduzir os custos internamente, de maneira que seja possível encontrar um meio termo com os fornecedores do grupo.

Tavares foi bastante duro no tom com reguladores, inclusive, alegando que eles parecem não se importar em como os fabricantes de carros obterão material suficiente para produzir os veículos elétricos. Segundo o CMO (Chief Manufacturing Officer) da Stellantis, Arnaud Deboeuf, a Stellantis tem como meta reduzir o custo de produção de carros elétricos em até 40% até 2030. E repete os avisos do CEO de que, se não conseguirem, o mercado entrará em colapso.

De acordo com o CEO, os fornecedores são responsáveis pelo gerenciamento de cerca de 85% da produção das peças de carros e, portanto, é exatamente nesse ponto que a Stellantis precisa encontrar a sua margem de manobra para reverter o cenário descrito e conseguir lucrar com a venda dos carros elétricos, evitando o cenário desfavorável citado anteriormente.

Ainda explicando a sua visão sobre este cenário, Tavares chegou a pontuar que atualmente a Stellantis pode ser considerada a quarta maior empresa automotiva do mundo. Assim, ela tem uma capacidade impressionante de jogar com a economia. O CEO também chegou a destacar que a montadora possui um ponto de equilíbrio relativamente mais baixo que o da concorrência, fator que ele atribui à sua eficiência, superior em cerca de 30%,

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Desse modo, ainda que o grupo em questão produza somente 6 milhões de veículos, a sua capacidade é de 8 milhões de unidades. E apesar dos cenários relativos ao lucro, a Stellantis teve um bom ano fiscal. De acordo com Carlos Tavares, subir a produção para que ela se encontre com a capacidade total do grupo significaria mais dinheiro para a montadora, o que poderia resultar na fabricação de elétricos com um preço mais acessível futuramente.

De acordo com um estudo realizado pela Bloomberg NEF recentemente, um ano depois que a Stellantis tivesse os seus 55 caros eletrificados no portfólio, os veículos se tornarão mais baratos de produzir, em especial em categorias com os sedãs e os SUVs. Os carros pequenos, por sua vez, vão atingir este ponto no ano seguinte. Essa combinação de queda está ligada às linhas de produção dedicadas e à queda no preço das baterias, o que pode significar carros elétricos mais baratos até 2027.


Stellantis elétrico


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