Vai viajar para a Argentina? Planeje bem, está faltando diesel e comida


Quem for viajar para a Argentina, por favor, fique atento à situação no país vizinho ao nosso, que passa por uma situação de desabastecimento.

Atenção amigo caminhoneiro, você que trabalha próximo à fronteira ou está em viagem pela Argentina: realize um planejamento cuidadoso porque já há falta de diesel e comida no país dos hermanos. As informações abaixo foram confirmadas, também, por caminhoneiros com quem a equipe do CarroBonito.com tem contato.


As últimas notícias mostram que, neste momento, uma fila de caminhões totalmente carregados de alimentos estão parados em postos de gasolina da Argentina esperando para que possam abastecer e dar continuidade aos seus trabalhos. Eles aguardam pelo abastecimento de diesel, que está em falta neste momento no país, e tem afetado vários segmentos distintos.


O principal setor que está sendo prejudicado por esta falta do combustível é o agropecuário, que é a maior fonte de divisas do país atualmente. E desta forma, como as filas têm se tornado cada vez maiores e não são solucionadas, a grande preocupação é que agora falte trigo para consumo interno e também para exportação do país.


Em um comunicado que foi feito pela Federação Argentina de Entidades Empresariais de Transporte de Carga, entre os dias 25 de maio e o último domingo (5) o país passou por uma situação desafiadora, visto que 19 dos 24 distritos argentinos contaram com o mesmo problema em relação a falta de abastecimento de diesel para dar seguimento às atividades.


Na última semana outra questão também foi levantada em relação a isso, pois cerca de 26% dos caminhoneiros, que necessitam do combustível para atuar, chegaram a passar mais de 12 horas nos postos da Argentina esperando para que conseguissem abastecer seus veículos. Outros 31% dos caminhoneiros permaneceram nos postos por 6 a 12 horas para o mesmo propósito.

O comunicado também reforçou a respeito do cenário em que o país se encontra agora, pois está cada dia mais complicado dar continuidade a estas atividades, visto que não há uma previsão para a solução do problema em questão. Foi destacado a respeito da produção agrícola e também industrial, que tem sofrido muitos atrasos, e que promete ser ainda mais afetada se a situação atual não foi solucionada o quanto antes, pois os caminhoneiros e demais profissionais precisam dar continuidade a suas atividades para tal e dependem do diesel para isso.

Com a falta do combustível, a federação também destacou em seu comunicado os prejuízos que esta situação tem gerado, pois pela dificuldade de conseguir executar os procedimentos em tempo hábito tem causado problema para os profissionais, e muitos tem perdido seus empregos devido a esta questão. O cenário também tem causado uma sensação de incerteza no país, pois não há a previsão ainda de que haja em breve um abastecimento normal.

Alfredo González, presidente da Confederação Argentina de Médias Empresas também destacou recentemente a respeito de alguns pontos relativos a falta de abastecimento de diesel no país. Ele reforçou que esta situação tem prejudicado e colocado a economia de vários locais do país em xeque, pois tem dificultado para que os procedimentos das indústrias sejam realizados de forma plena. González também pontuou que é necessário que as autoridades tomem alguma medida neste momento para evitar uma crise maior e que venha a afetar de f forma ampla a inflação na Argentina, causando muito mais prejuízos do que já causou até então.

Um problema que tem também levado a esta situação é o fato de que países vizinhos tem adotado uma prática de abastecer em solo argentino, pois há uma diferença em relação aos valores, o que também fez com que a crise em questão aumentasse cada vez mais chegando ao que se vê hoje no país. Esta diferença ocorre devido ao fato de que a YPF é a empresa responsável por este controle estatal que abastece 55% dos postos da Argentina, e desta forma ela adotou uma política que atrasa os aumentos dos preços necessários, e assim gerou esta diferença entre os valores relativos ao preço internacional, que variou muito na última semana, entre 35 a 100%.



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