Novo Renault Clio híbrido de 6a geração, em 2026 na Europa


Renault Clio deve passar por uma última reestilização e manter motorização híbrida, até ser tirado de linha

O Clio é um dos carros símbolos da Renault, contudo, nos últimos tempos, circulou nos bastidores a informação de que a montadora francesa estaria considerando a substituição do modelo, líder de vendas de seu segmento no mercado europeu. Porém, segundo o site francês largus.fr, a montadora bateu o martelo e confirmou a sexta geração do Clio para o ano de 2026.


A sexta geração do Clio, segundo o site francês, deverá ser muito parecida com a geração 5, que passará por uma reestilização no ano que vem, quando deverá receber mudanças na dianteira e um novo motor (especula-se que será o 1.2 Tce, cuja potência irá variar a depender da versão, podendo chegar aos 130 cv de potência na versão topo de linha). Segundo informações do largus.fr, a sexta geração do Clio será uma “re-skin”, ou seja, uma repaginação da geração 5 do Clio, pois tanto a estrutura quanto a base do carro serão as mesmas, enquanto o motor e o interior deverão ser modificados.


O motor deverá ser um 48V 1.2 leve híbrido a gasolina, e o Clio deverá contar também com uma outra versão híbrida pura, cujo motor deverá ser o 1.8 E-Tech, novidade que tornará o carro mais eficiente, mais barato e também mais compacto. Essa novidade é importante uma vez que, na Europa há uma certa pressão para as montadoras produzirem veículos que reduzam as emissões de gás carbônico na atmosfera, e essa opção de motorização reduzirá drasticamente a emissão de gases poluentes na atmosfera.


Eletrificação e hibridização dos carros na Europa foram impasse para Renault decidir sobre a continuidade do Clio

Carros híbridos alcançaram bons números de vendas no mercado europeu no ano passado. Segundo especialistas, esse crescimento se deve ao fato de os híbridos terem se tornado a principal alternativa para diminuir as emissões de CO2 na atmosfera. Estima-se que apenas em 2021, as vendas de carros híbridos aumentam em mais de 60%, registrando quase dois milhões de vendas no mercado europeu. Esses números representaram quase 20% do mercado de veículos.


Os carros híbridos plug-in, por sua vez, tiveram aumento de mais de 70% nas vendas. Carros híbridos plug-in são aqueles que contam com um motor elétrico e outro a combustão. Os carros elétricos, por sua vez, também registraram crescimento nas vendas, alcançando pouco mais de 9% do número de carros vendidos no mercado no período.

O crescimento nas vendas se deve aos incentivos públicos para compra de carros híbridos, plug-in e elétricos. Tais incentivos se devem ao acordo assinado pelos países europeus de, a partir de 2035, não termos mais venda de carros cujos motores sejam a combustão no Velho continente. Por isso, a grande maioria das montadoras têm apostado em carros eletrificados e também híbridos.

No caso da Renault, uma das dificuldades em confirmar uma nova geração para o Clio residia justamente no fato de o hatch não fazer parte dos planos de eletrificação da montadora francesa porque os custos de produção atuais de carros elétricos subiram consideravelmente, o que tornaria inviável a manutenção do Clio em virtude da faixa de venda do modelo. Atualmente, a montadora mantém o Clio híbrido à venda na França (mas não o elétrico)

Porém, a Renault busca por um período de transição entre os carros a combustão e os totalmente elétricos, o que deu sobrevida ao Clio. Esse período de transição se deve também aos altos custos de produção de veículos totalmente elétricos e, ainda, à falta de chips para modelos assim disponíveis no mercado.

Esse período de transição pelo qual a Renault passará (pelo menos conforme as informações que temos atualmente) dará sobrevida ao Clio que, uma vez lançado em 2026, deverá seguir além de 2030.

Para o Brasil, por enquanto, estamos na expectativa da confirmação do lançamento do Clio de quinta geração, algo que ainda não se concretizou.



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