Chip ou dispositivo para economizar combustível funciona?


Reprogramação da ECU pode, sim, reduzir o consumo de combustível, mas a um custo potencialmente alto. Já chips e dispositivos instalados à parte, normalmente, não funcionam como prometido.

Não é preciso fazer mais do que uma rápida pesquisa na internet para perceber que existem uma série de anúncios de chips cujo objetivo é proporcionar a economia de combustível. Assim, uma vez instalados nos carros, estes dispositivos supostamente reduzem o consumo em cerca de 50%. Outro ponto que conta muito a favor dos chips é o fato de que possivelmente eles reduzem a emissão de poluentes.


A partir da observação destes chips, é possível perceber que se trata de equipamentos bastante acessíveis. Os seus preços são variáveis, mas podem ser situados em uma margem de R$100 e R$400. Além disso, quando se fala sobre a instalação, vale ressaltar que ela é bastante simples e pode ser feita pelo próprio dono do carro sem maiores problemas.


Entretanto, muitas pessoas ainda se mostram reticentes quanto a investir nestes chips e não sabem se vale a pena fazer isso. Em alguns casos, estes dispositivos podem, sim proporcionar uma pequena redução nos gastos com combustível. Entretanto, não cumprem totalmente o que é prometido nos anúncios.


Segundo a opinião de engenheiros especializados, ainda que essa redução aconteça, ela é capaz de gerar uma série de efeitos colaterais. Então, as vantagens acabam por ser anuladas e isso pode gerar outros prejuízos para o dono do carro, como a perda da garantia do veículo. Além disso, também pode acarretar perda significativa de potência para o carro.


Em alguns casos, onde há alteração da programação da injeção eletrônica, o consumo pode ser diminuído em até 5%. A partir do uso dos chips, contudo, a economia não chega a ultrapassar essa porcentagem, como prometem os anúncios deste produto. O segredo destes dispositivos está no fato de que eles alteram a calibragem oficial da mistura de combustível e ar presente no motor do carro.

Desse modo, o que acontece é que os bicos passam a injetar menos gasolina, o que proporciona a economia destacada. Porém, isso acaba por comprometer a eficiência de algumas partes do carro, como é o caso da catalisador. Assim, essa peça deixa de fazer a conversão dos gases nocivos, resultantes da queima de combustível, em água. Portanto, isso pode acabar causando danos à saúde do motorista.

Isso acontece porque a mistura se torna mais pobre. Isso significa que a emissão de gases acaba se tornando entre cinco e dez vezes maior do que o normal. Então, a instalação dos chips não pode ser considerada tão benéfica quanto os diversos anúncios na internet fazem parecer.

Quando se fala especificamente sobre a questão da garantia, alguns especialistas explicam que a instalação destes componentes representa uma alteração dos parâmetros originais, que foram registrados pela ECU. Desse modo, quando elas forem percebidas pela concessionária, isso pode acabar levando à suspensão da cobertura acordada entre ela e o cliente, visto que essas garantias são referentes somente a eventuais defeitos de fabricação dos veículos e não cobrem alterações feitas pelos donos.

Então, mesmo que o chip seja retirado antes que o carro seja encaminhado a uma oficina mecânica autorizada, o registro das modificações não será apagado. Logo, é possível que a concessionária detecte essa questão e a garantia seja perdida da mesma forma. Este é mais um ponto que depõe contra a instalação dos chips, de modo que ele deve ser observado atentamente para evitar ainda mais prejuízos para o dono do veículo.

Por fim, vale mencionar que existe o risco da perda de desempenho, especialmente a potência. O carro corre o risco de passar a se comportar como se estivesse com uma bomba de combustível defeituosa ou uma vela que não realiza a ignição de maneira adequada, provocando funcionamento inadequado de cilindros e pistões e reduzindo a vida útil do motor.



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