Aumento de combustíveis – curitibanos estão trocando carro por ônibus


Em média, uma ida e volta, de carro, para um bairro a 8km do centro de Curitiba (16km) no total, custa mais que o dobro do que andar de ônibus. Transporte público vem ganhando passageiros.

Com os aumentos constantes neste ano em relação a gasolina em vários locais do país, algumas medidas passaram a ter tomadas pela população para driblar estas altas. Em Curitiba, muitos motoristas têm tomado como medida deixar os carros de lado e adotar o transporte público. Diante deste novo cenário, os pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e também da Universidade Federal do Paraná resolveram então criar modelos matemáticos que agora podem provar a relação desta situação levando por base a realidade que tem sido mostrada na capital paranaense.


Assim, os cálculos levam em consideração algumas questões, e comprovaram que os biarticulados estão lidando agora com um aumento considerável de 5 mil passageiros mensais a cada momento que a gasolina sobe mais R$0,10. Portanto, as conclusões que foram obtidas pelos modelos matemáticos mostraram que, à medida que o aumento acontece, mais pessoas passam a utilizar o transporte público da cidade. Estes resultados foram então publicados através da revista Sustainability, que é referência em pesquisas desta natureza, interdisciplinares e que possuem um viés ligado a sustentabilidade ambiental, cultural, econômica e social.


Para conseguir os resultados em questão, primeiramente os pesquisadores levam em consideração as variações do número de passageiros que foram apuradas levando em conta o histórico de seis linhas da cidade, que são tanto cruzam a cidade como também se conectam com outras em várias direções distintas de Curitiba. Estas linhas são responsáveis por cerca de 30% dos usuários totais que são transportados todos os dias na cidade.


De acordo com o pesquisador Luís André Wernecke Fumagalli, existem alguns fatores que são levados em consideração pelo público ao decidir utilizar os transportes em questão para que possam se deslocar. Entre os principais fatores, ele reforça que estes consideram o tempo da viagem em questão, a segurança e também o conforto, mas um ponto de grande importância tem sido também os custos que isso gera para cada pessoa, e assim este passou a ser um fator dominante para esta decisão, e cada vez mais diante das altas do combustível.


Há também um outro lado do estudo que tem por objetivo mostrar outras questões. Ele revela que o deslocamento de 16km, que é a ida e volta entre um bairro médio da cidade ao centro, utilizando de um carro econômico faz com que o motorista gaste mais do que o dobro se este optasse por usar para o mesmo trajeto o transporte público. Em números, este trajeto no mês exigiria do motorista R$540 mensais. Mas se fosse escolhida a opção do ônibus, com as duas passagens necessárias por dia, o valor iria para R$220, dispensando outros custos que o carro próprio exigiria do motorista, como IPVA, estacionamento entre outros.

E como no momento os gastos com gasolina tem crescido cada vez mais diante do aumento do combustível, o reflexo tem se mostrado no aumento de passageiros todos os dias ocupando as linhas da cidade. Mas vale ressaltar, a pesquisa observou que este cenário tem atingido mais os motoristas de veículos como carros, que os proprietários de motos, por exemplo, ao deixarem de usar o meio de transporte público raramente retornam a este, e é notável que houve também diante disso um aumento em relação ao número de motocicletas nas ruas.

Mas vale mencionar que os motoristas de carros não vendem os veículos, estes permanecem parados em suas garagens durante estes períodos parra quando forem necessários na rotina destes, e assim podem retornar ao uso do carro caso haja uma mudança nos valores. Isso deve-se ao fato de que há um menor gasto com combustível com este tipo de veículo, o que é mostrado através da pesquisa completa.


Na imagem, ônibus biarticulados de Curitiba.


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