Mercedes leiloa carro mais caro do mundo por mais de meio bilhão de reais


Mais de meio bilhão de reais foi o que um comprador anônimo pagou pelo carro de coleção em um leilão

No dia 05 de maio deste ano, A Mercedes-Benz promoveu um leilão secreto, onde vendeu o carro mais caro do mundo por um preço impressionante. Venha ler mais sobre essa história.


Esse leilão foi feito no Museu Mercedes-Benz, localizado na cidade de Stuttgart, uma capital alemã. O modelo foi um Coupé 300 SLR Uhlenhaut 1955. O valor ficou entre 130 e 135 milhões de euros, ou seja, entre 668 e 694 milhões de reais.


O CEO da Mercedes-Benz, chamado Ola Kallenius, afirmou que a venda do carro financiará um programa de bolsas de estudos internacional. O programa, “Fundo Mercedes-Benz”, direcionará uma parte dos fundos para estudantes escolares e outra parte para estudantes universitários. O dinheiro deverá ser investido em estudos ambientais, o que não é de impressionar. O futuro das automobilísticas parece desembocar, inevitavelmente, em veículos elétricos, e já há uma grande movimentação neste sentido. Para isso, pesquisas ambientais parecem ser necessárias, e daí vem a preocupação com esse tipo de investimento. Não obstante, a Mercedes continuará investindo no projeto.


O veículo em questão foi desenvolvido pelo engenheiro Rudolf Uhlenhaut, e baseado no SL 300, o primeiro carro a ter portas que abrem para cima. Possui um motor muito potente, de 8 cilindros, com três litros. Tem 310 cv de potência a 7.400 rpm, sendo muito parecido com um carro de Fórmula-1. Suas rodas têm dezesseis polegadas, e o câmbio possui cinco marchas. O carro é muito leve, pesando somente 900 quilos, com freio aerodinâmico na traseira, que pode ser levantado através de bomba hidráulica.


Só há duas versões deste modelo. O comprador anônimo aceitou exibir o automóvel em algumas situações. Já o outro modelo permanecerá no museu de Stuttgart para ser exibido ao público.

Mas o Coupé 300 SLR não é somente o carro mais caro da atualidade, como também o mais caro da história! Mas o que será que esta máquina tem de tão especial? Explico: o veículo participou, em 1955, de um campeonato mundial para carros esportivos. Estamos falando da Mille Miglia, uma prova de estrada famosa que ia de Brescia até Roma e depois voltava. Era, mais precisamente, a vigésima segunda Mille Miglia, com 533 carros inscritos. Tratava-se de uma prova longa, de 1600 quilômetros, com os carros largando de um em um minuto. Agora, faça as contas e descubra quanto tempo demorou a largada nessas condições. Acertou? Isso mesmo. A largada demorou dez horas e trinta minutos!

Havia quatro 300 SLR nessa ocasião. Stirling Moss e Denis Jenkinson (seu copiloto) pilotavam uma delas, de número 722. Concluíram a prova em tempo recorde, o qual permanece até hoje, com um tempo de dez horas, sete minutos e quarenta e oito segundos. O carro manteve uma média incrível de 157,65 quilômetros por hora.

Mas o show não acaba por aí, porque o segundo lugar também foi de um Coupé 300 SLR, e essas dobradinhas e sucessos se prolongaram pelo ano de 1955. Mas, infelizmente, aconteceu um acidente trágico, que fez com que a Mercedes retirasse os carros das corridas.

O caso aconteceu no circuito de La Sarthe, na França. Houve oitenta e quatro mortos e centenas de feridos. Macklin, um dos competidores, colidiu com Pierre Levegh, piloto da Mercedes. O impacto fez a Mercedes voar e bater numa barreira. Pedaços do carro voaram em direção às pessoas, e havia muitos expectadores na corrida. O carro de Levegh explodiu, e ele morreu na hora. Este é o maior acidente do automobilismo, e infelizmente, envolveu o carro em questão. Um dos pilotos deu uma freada brusca, fazendo com que Macklin, que vinha logo atrás, desse uma guinada para o lado, Levegh.

Apesar do acidente, a corrida não foi interrompida, e houve até mesmo outros acidentes após a tragédia. Os organizadores explicaram que procederam assim para facilitar o resgate das vítimas. Como havia muitas pessoas na ocasião, 300 mil para ser mais exato, a interrupção poderia causar um grande congestionamento, dificultando o resgate dos feridos.

Texto de Carlos Costa do Prado



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