Por que os carros novos estão tão caros no Brasil?


Carros novos subiram acentuadamente de preço nos últimos anos e, o que era popular, hoje pode custar perto de R$ 100 mil. Entenda.

Tem planos de comprar um carro zero nos próximos meses? Então, você precisa entender como funciona a composição atual dos valores dos principais modelos que acabaram de sair das fábricas e estão disponíveis no mercado nacional.



Quem já pesquisou os preços de veículos zero quilômetros este ano já deve ter percebido que os valores iniciais estão cada vez mais altos em nosso país.



Para você entender melhor como tem funcionado o mercado automobilístico no Brasil, listamos alguns dos principais fatores que elevam os preços dos modelos novos nas concessionárias.

Entre os principais motivos, sem dúvidas, está a alta do dólar e a sua oscilação continua nos últimos anos. A moeda americana controla boa parte do mercado internacional e serve de parâmetro para muitos dos preços aplicados aqui no país.

Outro fator importante que contribui e muito para disparada dos preços, é a falta de insumos. Muitos dos materiais de produção e de tecnologia tiveram suas produções afetadas nos últimos dois anos devido a pandemia que vivenciamos. A falta de matéria prima afetou muitos setores do mercado e fez com que os valores subissem consideravelmente, principalmente nas montadoras de carros. Este é um dos fatores que contribuíram para cerca de 30% do aumento dos preços que encontramos no mercado nestes últimos anos.

Entre os principais produtos que tiveram escassez de produção e consequentemente a alta do preço devido à grande demanda, foram os semicondutores. São eles os responsáveis pela produção dos chips e pela condução de energia em geral dentro dos veículos.

Outro item da lista é a tecnologia. Cada vez mais avançada no mercado, com a concorrência com força e os investimentos pesados em produtos que levam mais qualidade aos veículos, a tecnologia em geral também faz parte da soma quando o carro está pronto para a venda. Lembrando que atualmente os avanços tecnológicos devem ser constantes no meio automobilístico, gerando investimentos bilionários setor todos os anos.

Sem contar que a exigência legal de certos atributos encarece os carros. Airbags frontais, por exemplo, são obrigatórios por lei e todo carro deve vir equipado com isso, assim como freios ABS; tecnologias para redução de emissão de poluentes são caras e também são obrigatórias. Com o aperto das regulamentações, projetos consagrados são condenados justamente por não vir com esses dois itens obrigatórios, por exemplo.

Como já é de conhecimento do brasileiro, os altos tributos e impostos pagos no país afetam significativamente no valor de qualquer produto. No caso dos veículos não é diferente.

Mesmo com a redução de alguns tributos e estagnação de outros, os preços dos impostos seguem sendo parte significativa na composição dos valores dos carros, principalmente os modelos zeros quilômetros.

Existem taxas como o IPVA e o PIS/Cofins, por exemplo, que no somatório final podem até ultrapassar metade do valor do veículo.

Outro fator importante é o novo poder aquisitivo e a exigência do consumidor, que está disposto a investir mais em carros mais completos. Ou seja, a alta demanda também é uma aliada no somatório final dos principais modelos comercializados hoje no país.

Assim, a mudança no mercado nacional passou a moldar as concessionárias e fabricantes a mudarem as táticas de vendas. Hoje, boa parte das empresas do setor planeja suas metas focando em lucrar mais por unidade, enquanto estão vendendo menos.

Boa parte destes fatores parecem ser permanentes no somatório final que compõe o preço de um carro zero quilômetro, o que acaba não apresentando, nas perspectivas do mercado em um futuro próximo, as baixas dos preços.

Porém, se por um lado existem cada vez mais números que afetam o valor final dos carros, por outro, podemos perceber uma série de facilitadores dos bancos e concessionárias na hora de oferecerem créditos e melhores condições de negociação e financiamentos. As opções disponíveis no mercado são inúmeras. Além, é claro, dos consórcios que estão em alta neste segmento, já que possuem taxas menores e parcelas mais acessíveis. É o jeito, hoje em dia.



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