Seguro de carro cobre prejuízo contra ciclones?



Uma pergunta de grande importância nesse momento: os seguros de carros cobrem prejuízos causados por ciclones?

Há pouco mais de uma semana duas regiões no Brasil, Sul e Sudeste, foram seriamente atingidas pelo impacto de um fenômeno natural, o qual, nessa ocasião, foi batizado de “ciclone bomba”, devido ao grau de agressividade e por ter pegado todos de surpresa. Muitas imagens registradas nas mídias e nas redes sociais apresentam os momentos mais tensos, os prejuízos resultantes, como casas destelhadas e muitas árvores derrubadas. O saldo trágico foi de 11 pessoas em óbito.

Entra nessa conta de prejuízos materiais danos imensos causados em muitos automóveis, que estavam estacionados pelas ruas. Esse é o centro da questão aqui: esses casos podem ser enquadrados na cobertura de seguro?



No mês de fevereiro deste ano, intensa enchente também pegou a cidade de São Paulo, entretanto, os administradores de seguradoras recusaram a cobertura total dos danos, ou seja, detalhes foram excluídos da avaliação técnica, tais com o a atitude do motorista ao tentar atravessar os alagamentos, dado que a decisão de risco foi do proprietário do veículo.

Portanto, as maiores seguradoras do país, como a Porto Seguro, a Mapfre e a Sulamerica, por exemplo, efetuaram cobertura básica contra possíveis desastres naturais, abrangendo fenômenos como o granizo, furacão ou mesmo terremoto.



Entretanto, se um veículo for danificado por ciclone, e não pela passagem de furacão, o seguro pode ser acionado?

Essa é uma questão que deve ser antevista já na assinatura da apólice, ou seja, se no contrato está firmado que existe cobertura devido a desastres naturais, pouco importa o tipo do evento, seja terremoto, ciclone, tornado. Desastre natural vai incluir todos os eventos naturais sob a atmosfera terrestre, de acordo com advogados. A lista de fenômenos é apenas ilustrativa, de exemplos.

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Assim, é muito importante que toda pessoa leia toda a apólice antes de contratar um serviço de seguro, no sentido de verificar a sua coerência e abrangência. Estar atento aos valores, também.

Todo desastre natural, por definição, é um acontecimento que não se pode prever com toda precisão. É muito importante, e necessário, que as pessoas que possuem veículos segurados estejam atentas às previsões que abundam nas mídias, nas rádios e estarem mais atentas aos locais onde pretendem estacionar seus automóveis.

É necessário que o cliente seja responsável, e esteja atento aos seus reais direitos, perpetrados no contrato de seguro, além de ser firme para cobrar os agentes da seguradora que forem desonestos, no sentido de tentar burlar os protocolos, tentando afirmar que o cliente se colocou em situação em risco, ou que o desastre natural não foi exatamente assim, por uma série de causas.

Exemplo Prático

O cliente estaciona seu veículo sob uma árvore condenada pela prefeitura, a qual estava programada para ser derrubada na semana seguinte, mas, por conta de uma violenta ventania a mesma cede e esmaga o carro. Neste caso, os agentes da seguradora poderão levantar todas as justificativas para não cobrir o dano.

Se isso acontecer, os mesmos advogados indicam que o cliente poderá recorrer à justiça, para garantir seus direitos, tal como foi explicado acima, sobre o contrato.

Para bem distinguir os eventos: tufão; ciclone; tornado; furação são equivalentes?

De acordo com o que está registrado no Glossário pertencente à Fundação Cearense de Meteorologia e de Recursos Hídricos, como também com o site oficial Mundo Educação, ciclone pode ser definido como qualquer tipo de vento muito forte, cujo ciclo seja convergente a um mesmo ponto, atingindo velocidade igual ou acima de 120 km/h.

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Tornado geralmente é formado por concentração de ventos em espaços menores, no máximo, de dois km, atingindo velocidade de 480 km/h. Um furacão atinge proporções muito maiores, estendendo-se por quilômetros, embora menos violentos que os demais fenômenos.

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