Qual o Momento Ideal para Trocar de Carro?



Os dois primeiros anos são os piores períodos para se vender um carro, pois é quando seu preço despenca com maior velocidade. Por outro lado, para o comprador, os três primeiros anos são um momento interessante para adquirir um automóvel seminovo.

Muitos proprietários de automóveis iniciam o ano calculando se é o momento ideal para trocar de carro. Afinal, ano novo, vida nova e, por que não, carro novo. Certo? A decisão, entretanto, deve ser bem avaliada. Trocar de carro não é algo tão simples como trocar de roupa. E, em função dos valores envolvidos, nem pode ser.

Se o carro foi comprado novo, ou seja, zero quilômetro, é importante que o proprietário esteja atento à natural desvalorização do automóvel, bem como ao valor investido em impostos e manutenção. São gastos que não serão recuperados. Ainda assim, é preciso ponderar se o prejuízo com a troca do carro neste momento não será excessivo.


Por outro lado, os gastos com manutenção podem ser um bom indicativo para fazer a troca. Se os gastos anuais com reparos e revisões superarem em 10% o valor do carro na Tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), é um indício de que o carro está dando prejuízo.

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Também é importante observar a quilometragem do automóvel. Isso em função de as revisões de 50 e 60 mil quilômetros serem as mais salgadas para o bolso do proprietário. É nelas em que itens como amortecedores, pneus e correia dentada serão trocadas. Então, se estiver acabado de passar por elas, terá feito recentemente um investimento no automóvel. Vender ou trocar o veículo antes dessas irá livrá-lo dos gastos.

Em relação ao tempo em que o carro foi fabricado, o período no qual o seu valor sofre mais desvalorização são os primeiros anos. Segundo especialistas, um automóvel se desvaloriza, em média, no primeiro ano, de 10 a 15%. No segundo ano, a queda no valor também fica em torno de 10%. A desvalorização se estabilizará após o terceiro ano de fabricação.


Portanto, os dois primeiros anos são os piores períodos para se vender um carro, pois é quando seu preço despenca com maior velocidade. Por outro lado, para o comprador, os três primeiros anos são um momento interessante para adquirir um automóvel seminovo. Afinal, o veículo, se estiver em bom estado, terá uma queda grande no valor de mercado. O costume de trocar carros seminovos para adquirir versões atualizadas dos modelos reforça as vantagens para o comprador, que encontrará uma boa oferta no mercado de carros fabricados há até três anos.

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Um modelo de carro costuma ter um ciclo de duração de aproximadamente 05 anos. A partir daí, o modelo pode até persistir, mas geralmente isso ocorre com atualizações e mudanças mais significativas, seja no seu interior ou na parte visual. Para o proprietário do automóvel, é um momento crucial, pois a atualização vai desvalorizar o modelo antigo. Se estiver interessado em vender, é fundamental estar atento ao noticiário especializado e fazer a venda antes que essa desvalorização ocorra.

Por outro lado, há quem defenda a tese inversa. Há carros que se valorizam ao sair de linha. Modelos como a Kombi e mesmo o Fusca foram valorizados ao sair de linha, sendo procurados por colecionadores. Claro que essa não é uma situação que aconteça com todos os modelos. Mas é um aspecto que deve ser levado em conta. O valor afetivo muitas vezes move o comprador a pagar uma quantia mais elevada por um automóvel que não está mais em produção, tal como a menor oferta do modelo, que, não sendo mais produzido, torna-se mais raro.

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Vale a pena também analisar o valor do seguro do automóvel. A proteção de um automóvel possui uma variação considerável dependendo da marca, categoria e modelo. Se a intenção for trocar de carro, vale a pena comparar o valor do seguro dos automóveis envolvidos na negociação. Mesmo que não seja uma troca imediata, mas sim uma venda do usado para futuramente comprar um novo, também é importante estar ciente do preço dos seguros. Se a diferença for muito grande, talvez seja uma opção permanecer um pouco mais com o carro antigo, inclusive para se capitalizar melhor para os gastos posteriores.

Por Luís Fernando Santos

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