Estudos são realizados para que o custo dos Carros Elétricos seja mais baixo





Diversas iniciativas em andamento visam encontrar alternativas que possam diminuir o custo dos carros elétricos.

Se dependesse apenas de seus custos de rodagem e de manutenção, seria muito fácil convencer todos os consumidores a realizar a troca de seus carros a gasolina para os modelos elétricos.

Afinal, poder rodar com eletricidade será muito mais barato e a manutenção de seus carros elétricos será bem mais simples e muito menos frequente.


Um dos principais obstáculos em toda a disseminação desses elétricos, porém, está em seu custo para compra desses carros, sendo que, além deles trazerem as tecnologias relativamente novas, esses elétricos usam alguns componentes que dependem dos materiais raros e que, portanto, são muito caros.

Neste momento os fabricantes e as universidades em todo o mundo estão investindo milhões de dólares e muitas horas de estudos para poder pesquisar novos materiais que possam custar menos e que sejam tão eficientes aos que são usados até agora.

Aqui reunimos as três iniciativas que já estão em andamento. Essa primeira é da montadora japonesa Toyota, que já está desenvolvendo uns ímãs que usam outros metais alternativos para substituir os raros que são usados em sua produção.


Outra muito importante é da Universidade em Córdoba, na Espanha, que construiu um tipo de bateria do material de grafeno, muito mais barata e mais eficiente do que as utilizadas no momento, de lítio.

E a terceira é de uma universidade norte-americana, a Universidade na Califórnia Riverside, que realizou a troca da cara platina que é empregada nas células do combustível pelo o módico cobalto.

O foco dessa pesquisa realizada pela Universidade na Califórnia são as células para o combustível, que ainda infelizmente são muito caras em comparação com as outras tecnologias para propulsão elétrica.

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Só para termos uma ideia na diferença de seus valores, nos Estados Unidos, um modelo elétrico puro Tesla Modelo 3 está custando hoje US$ 35.000, e um elétrico sendo fuel-cell, como o modelo Toyota Mirai, sai em média US$ 57.500.

Os norte-americanos estão desenvolvendo uma tecnologia para baratear substancialmente o seu custo nas células ao substituir essa platina que é usada no seu catalisador pelo cobalto, material que está custando cerca de mais ou menos 100 vezes menos.

Essa platina tem sido aplicada em todos os catalisadores das células, além dela ser rara e cara, possui outro problema que é na sua perda de propriedades ao passar do tempo.

Ao contrário se fosse de cobalto, que é muito abundante e pode degradar muito mais lentamente.

Essa troca da platina pelo cobalto ainda não foi uma operação muito simples de substituição.

Esse catalisador fabricado pelos americanos é feito com nanofibras de carbono, as quais o material do cobalto fica depositado, na sua produção ele requer um processo muito sofisticado para poder conseguir uma membrana na mesma eficiência da platina.

Assim como em caso das baterias em grafeno, essa Universidade da Califórnia não está sozinha nessa busca de outras alternativas à platina.

Nos Estados Unidos e outros países tal como a Coreia do Sul, existem já outros centros que estão pesquisando e caminhando para essa nova direção, usando até outros materiais, como o grafeno e o óxido de cobalto.

Mas sem dúvidas, os californianos parecem estar mais perto de conseguirem viabilizar o seu dispositivo comercialmente.

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Apontado também como uma alternativa ao lítio que é usado nas baterias, o material grafeno que é uma das formas mais cristalinas do carbono, talvez hoje seja o material que está sendo mais pesquisado nessa área da mobilidade, no mundo todo.

Um dos trabalhos que estão bem adiantados no sentido está sendo desenvolvido pela a Universidade de Córdoba com associação de algumas empresas espanholas, entre elas está a Graphenano que está fornecendo o grafeno na sua forma de polímero e outra muito importante é a Grabat Energy que é responsável pela produção dessas baterias.

De acordo com alguns pesquisadores, esse grafeno substitui com muitas vantagens o lítio, e já estaria no seu limite do rendimento para as baterias. Segundo eles, essas baterias feitas de grafeno terão uma maior densidade em energética, com menor tempo para sua recarga, e sua vida útil seria mais longa, com um preço bem menor, na comparação entre as baterias de lítio.

Baseado nos números, esse projeto dos espanhóis está prevendo uma densidade ao torno de um total de 600 Wh/kg em relação a 140 até 160 Wh/kg dessas baterias em lítio, o que permitiria a um carro poder rodar até 1.000 km em uma única carga, baseando em um Tesla S, que, por exemplo, possui uma autonomia de até 400 km.

Além disso, seu tempo de recarga é cinco vezes ainda mais rápido; a sua vida útil é de duas vezes maior e o seu preço final é de 77% a menos. Já existem hoje duas fábricas de automóveis alemãs que estão interessadas em fazer a instalação dessas baterias nos seus carros.

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Já o objetivo da montadora da Toyota é poder substituir o neodímio, que é um dos materiais que são mais utilizados em toda fabricação dos ímãs para os motores elétricos.

Esse neodímio desempenha um papel muito importante na manutenção de todo magnetismo e na sua resistência ao calor.

Mas, como os outros metais que são de terras raras, ele também ocorre em minérios e apresentam apenas pequenas quantidades nesse tipo de material na sua composição, o que faz com que a demanda e o tratamento para um grande volume desse minério e sua retirada em pequenas quantidades dos elementos.

E, além desse fator, o neodímio ele é um metal muito difícil de separar dos seus demais compostos do mesmo grupo.

Esse ímã desenvolvido pela montadora da Toyota não dispensa o uso do neodímio, mas ela utiliza somente uma pequena fração uma cerca de 50% em sua quantidade aplicada dos seus ímãs até agora.

Por Ricardo Ferreira Rodrigues

Carros elétricos



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