Percentual de Etanol na Gasolina pode Subir




Decreto pode elevar percentual de etanol na gasolina.

No início desta semana uma publicação realizada por um renomado Jornal do país, abriu uma discussão sobre um assunto que promete gerar bastante polêmica no país. De acordo com a notícia divulgada, a quantidade de álcool na mistura da gasolina comercializada no Brasil deve aumentar em até 40%. Contudo, este aumento vai de encontro a outras questões que estão tornando este assunto muito polêmico.

A gasolina comercializada no Brasil possui em sua composição um percentual de 27% de álcool de anidro. Porém, a notícia que surgiu no início da semana aponta que nos próximos dias o presidente da república Michel Temer irá realizar um decreto e nele tornará público esse aumento que deve acontecer de forma gradativa até o ano de 2030, quando o percentual de álcool na gasolina deverá estar em 40%.


Na realidade essa medida vem de encontro a uma determinação já existente e atual que se relaciona a questões ambientais, muito discutidas no mundo todo, que neste caso está relacionada a emissão de gases poluentes. Essa medida vem de encontro a uma regulamentação de um programa de biocombustíveis que segundo ele deve ocorrer uma diminuição de poluentes que se derivam do petróleo, como é o caso da gasolina. Mais álcool e menos gasolina é um começo dessa redução e poluentes na atmosfera.

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Porém, a discussão não está em torno de questões ambientalistas. Ao contrário, como já é de costume, os debates na maioria das vezes se dão em razão a problemas financeiros. Mas afinal, quais os problemas de ordem financeira esse aumento de álcool na mistura da gasolina poderá ocasionar?

Para começar, especialistas afirmam que aumentar a quantidade de etanol na gasolina deve custar algo em torno de R$0,06 por litro do combustível. São menos de R$0,10, contudo, o brasileiro já está cansado de pagar mais por combustíveis, afinal, desde que uma crise atingiu a economia do país, frequentemente reajustes são realizados nos preços não só dos combustíveis, como também de outras coisas.

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O país como um todo deve perder, pois a estimativa é que R$4 bilhões de reais deixem de ser arrecadados por ano em tributos relacionados a PIS, Cofins e Cide, cobranças que devem ser reduzidas.

O brasileiro pagará mais caro para abastecer seu carro, o país lucrará menos e os problemas não param por aí. Além disso, esse aumento de álcool na gasolina pode levar a falta de álcool nos postos de abastecimento, uma vez que haverá uma demanda maior pelo produto para a produção da gasolina. E o pior é que essa falta pode levar ao aumento de sue preço.

A produção de cana-de- açúcar também será afetada se o decreto acontecer, pois se na atualidade 55% da produção açucareira do país é voltada para a produção de combustíveis, com esse aumento essa produção deve subir para mais de 60%, sobrando menos de 40% para outras áreas em que o açúcar é necessário, o que irá também pesar no bolso do consumidor.

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É claro que essas mudanças não ocorrerão da noite para o dia. A estimativa é de que elas se deem ao longo de 12 anos, de forma gradativa.

Alguns representantes do setor de cana de açúcar afirmam que essa questão não está incluída no decreto a ser realizado pelo presidente, uma vez que esse projeto não foi aprovado pelo Congresso Nacional, quando foi apresentado, sendo excluído dos assuntos em pauta. Além disso, no mês de dezembro, quando os assuntos que seriam abordados no decreto presidencial foram levantados essa questão, também não estava presente.

De toda forma, resta a todos aguardar pelo decreto de Michel Temer, que está previsto para os próximos dias e ver o que é ou não verdade em relação a este polêmico tema.

Sirlene Montes

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