Dirigir de Ressaca pode ser mais perigoso que Dirigir Alcoolizado





Pesquisa da Ford revela que dirigir de ressaca pode ser mais perigoso que dirigir alcoolizado.

Que dirigir alcoolizado é perigoso, todos sabemos. Não são poucas as campanhas em todo mundo a respeito dos efeitos da bebida para aqueles que em seguida se aventuram ao volante. Só que, segundo estudo feito na Alemanha, dirigir de ressaca é tão perigoso quanto dirigir depois de beber.

No papel, as leis brasileiras com relação a dirigir alcoolizado são duras. Envolvem uma multa de R$ 2.934,70, além da suspensão da licença para dirigir e apreensão do veículo. O álcool altera os reflexos de forma perigosa, praticamente tirando o motorista da realidade. As estatísticas são alarmantes. Se pegarmos os dados de qualquer ano, teremos números de fato alarmantes. No geral, mais de 20% dos acidentes rodoviários envolvem o estado de embriaguez.

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Isso ocorre porque o fígado, órgão responsável por metabolizar o álcool ingerido, não consegue dar conta do trabalho se a ingestão for muito grande. Ou seja, uma parte é metabolizada pelo órgão e o restante circula na corrente sanguínea, causando os efeitos da embriaguez. Se a quantidade de álcool for muito grande, pode ocorrer coma alcoólico, uma vez que o organismo não consegue enviar a quantidade suficiente de oxigênio ao cérebro.

O estudo alemão a que estamos nos referindo dá conta de que também o estado pós-embriaguez (popular ressaca) é igualmente perigoso para o motorista. Isso porque o organismo sofre com a sonolência, letargia, falta de concentração que podem ocasionar acidentes nas estradas.





A Ford alemã encomendou o estudo ao Instituto Meyer-Hentschel, que usou nos voluntários uma espécie de traje de cerca de 17 quilos capaz de analisar os efeitos da ressaca ao simular a tontura, fadiga, falta de concentração e latejamento na cabeça dos voluntários. O experimento pode ser acompanhado através do vídeo abaixo:

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O “traje da ressaca” é composto por boné, fones de ouvido, colete, óculos e pesos aplicados nos pulsos e tornozelos. O estudo da Ford poderá mudar o conceito das peças publicitárias relacionadas ao problema da direção alcoolizada em todo mundo e jogar por terra a ideia de que apenas o estado de embriaguez é responsável pelos acidentes envolvendo a condução de veículos, além de conscientizar os festeiros de que é preciso estar totalmente restabelecido da bebedeira para encarar de novo a direção.

Dan Dias



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