Abeifa não está satisfeita e quer mudanças sobre IPI

A Associação Brasileiras das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) anda preocupada com os números que vem registrando. Para termos uma ideia mais ampla da questão basta considerarmos que a quantidade de veículos importados que foram vendidos no Brasil durante o mês de abril deste ano pelas 18 marcas que são associadas a Abeifa sofreu uma queda. De acordo com os números apontados a redução foi de 13,9% se comparado com março. O mês acabou fechando com um total de 2.856 unidades emplacadas.

Durante uma coletiva o presidente da Abeifa José Luiz Gandini colocou a culpa do problema ou ao menos parte dele na cobrança que envolve 30 pontos do IPI que são voltados para a importação de veículos que se encontram fora da cota prevista do Inovar-Auto. Para completar a situação ainda há a questão da alta do dólar que dificulta e até mesmo torna inviável a competitividade dos importados.

Em momento anterior Gandini já tinha deixado claro sua posição afirmando que a associação estava de acordo que não é sustentável aguardar até dezembro de 2017, ocasião em que o IPI adicional deixa de ser cobrado. Com isso a Abeifa deve questionar e propor mudanças antes. Mas apesar de todos os aspectos negativos a associação compreende que o momento político pelo qual o Brasil passa não é tão propício para tratar questões assim.

Gandini destaca também que a remoção do IPI adicional não traria nenhum impacto significativo no teor geral da arrecadação de impostos uma vez que haveria um relativo aumento nas vendas.

Outro aspecto ressaltado pelo presidente diz respeito a diferenciação na tarifa no Inovar-Auto. Segundo ele a mesma deveria considerar a questão de eficiência energética do carro. Nas suas próprias palavras se o carro poluir mais deve pagar mais.

Quando pegamos o acumulado de janeiro a abril as marcas associadas junto à Abeifa chegaram a emplacar 12.716 unidades importadas. Com isso a retração registra um índice de 44,6% comparando com o mesmo período do ano passado, época em que os números chegaram a 22.944 carros.

Aquelas empresas que possuem fabricação local como é caso da Suzuki, Mini, Chery e BMW fecharam o mês de abril com 841 veículos licenciados que foram fabricados aqui no Brasil. Comparando novamente no mês de março houve um aumento de 18,5% , mas mesmo assim em relação a Abril de 2015 uma queda de 42,9%.

Por Denisson Soares

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