Valor do IPI para o mercado automotivo brasileiro será mantido



O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou no último dia de junho, em reunião com Luiz Moan, Presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que manteria o valor do IPI nos mesmos patamares até o fim de 2014. Contudo, parece que mesmo com a medida governamental, em uma coletiva realizada nesta segunda-feira, 7 de julho, a ANFAVEA reviu as projeções do mercado automotivo brasileiro e as notícias não são nada positivas para o setor.

A princípio, o Governo Federal previa que o Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI) voltaria a subir a partir do primeiro dia de julho, no entanto, com as vendas em ritmo lento, o governo decidiu optar em manter as alíquotas para que não atrapalhasse a indústria automotiva e, consequentemente, não refletisse de forma negativa na economia do país.



Sendo assim, a alíquota do IPI para os carros com bloco 1.0 Flex, que retornaria aos 7%, será mantida em 3%, enquanto que para os propulsores 2.0 a alíquota continuará em 9% e não retornará aos 11% previsto.

Porém, mesmo com a decisão do governo brasileiro, os índices do primeiro semestre não são nada positivos, com queda de 7,6% nas vendas e 16,8% na produção. Caso o segundo semestre não apresente uma recuperação significativa, a ANFAVEA já afirma que o ano fechará com queda nas vendas e na fabricação de veículos, com redução de 5,4% no emplacamento e queda de 10% na produção, quando comparado a 2013.



Mesmo com os feriados e o período da Copa do Mundo, o maior motivo da queda da produção, segundo a associação, está ligado à elevada carga tributária do Brasil, e Moan não economizou nas críticas à política de imposto do atual governo. O Presidente da ANFAVEA defendeu uma adoção de uma menor carga tributária, alegando que a redução compensaria no maior índice de vendas. Luiz Moan explicou ainda que, durante o período em que houve a redução do IPI, o governo conseguiu arrecadar uma maior quantidade de impostos devido às vendas de veículos.

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Embora haja a expectativa de que o segundo semestre deverá ser positivo, com previsão de aumento de 14,3% nas vendas e 13,2% na produção de carros em relação ao primeiro semestre deste ano, o ano ainda fecharia com queda de 10% na produção e 5,4% nas vendas. Ao todo seriam 3,339 milhões de carros produzidos e 3,564 milhões de veículos vendidos.

Por Caio Polo

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