Toyota, Ford e Holden devem Encerrar a Produção de Veículos na Austrália



Depois da Ford e da Holden (subsidiária da GM na Austrália) anunciarem o fim de suas produções em solo australiano para os próximos anos, a Toyota também confirmou nesta semana que acompanhará a saída de suas concorrentes e encerrará suas atividades fabris no maior país da Oceania em 2017.

De acordo com a gigante japonesa, a decisão já vinha sendo estudada há muito tempo e apesar dos incentivos oferecidos pelo governo local, não há viabilidade econômica para continuar produzindo veículos no país. Sendo assim, a marca nipônica irá desativar em 2017 as linhas de montagem dos modelos Camry e Aurion, bem como a fabricação de motores.



“Achávamos que deveríamos continuar produzindo na Austrália e fizemos todos os esforços nesse sentido. Mas muitos fatores negativos, como o fortalecimento do dólar australiano e a previsão de redução nas vendas, forçaram-nos a tomar essa decisão dolorosa”, disse Akio Toyoda, Presidente da Toyota. A fabricante assegurou ainda que continuará com a comercialização de veículos no país, inclusive aproveitando parte da mão de obra das fábricas nas áreas de venda e distribuição.

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A Ford, por sua vez, deixará o país em 2016. A montadora norte-americana fabrica carros no país desde 1925 e deve fechar as fábricas de Broadmeadows e de Geelong, finalizando as histórias dos modelos Falcon e Territory.

De acordo com o CEO da Ford Austrália, Bob Graziano, o principal problema da operação australiana é o seu custo, o dobro da Europa e o triplo da Ásia, o que inviabiliza qualquer tentativa de continuar fazendo negócios no país. Soma-se a isso às quedas nas vendas e o cenário inviável no país. A Ford perdeu US$ 126 milhões em 2012, sendo que o prejuízo acumulado nos últimos cinco anos chegou a US$ 580 milhões. Ao encerrar a produção na Austrália, a Ford deverá atuar somente como importadora, substituindo o Falcon e o Territory por modelos correspondentes de seu portfólio global. A ideia é oferecer também novos produtos buscando expandir a atuação, já que a Ford é a menor das fabricantes presentes na Austrália.

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Por fim, a Holden também encerrará a produção em 2017 e tem como justificativa dois fatores: altos custos operacionais e a moeda local forte. “Não importa a forma que aplicamos os números, o cenário de negócios de longo prazo para fazer carros nesse país simplesmente não é viável”, disse o Gerente-Geral da General Motors em Adelaide, Mike Devereux. 

Resta saber agora se a Holden será completamente extinta ou se atuará apenas via importação. Especulações apontam que a GM estuda acabar de vez com a marca e lançar na Austrália a Chevrolet. O objetivo é escoar a produção excedente das fábricas sul-coreanas que atualmente abastecem a Europa, mercado no qual a marca estadunidense não irá mais atuar após 2016.

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Por Caio Polo



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