O VW Gol, entra em sua quinta geração (G5), conheça um pouco mais de sua história.
Se alguém quiser saber de carros neste país, precisa conhecer, e muito bem, o Gol. Por isso, nós do www.carrobonito.com dedicamos uma matéria especial a ele. Vamos lá?
O carro mais amado para os brasileiros só podia ser um Volkswagen mesmo. Criado inicialmente como um substituto para o bom e velho (e põe velho nisso) Fusca, que vinha enfrentando problemas de vendas quando competia com carros de projeto muito mais recente, como o Fiat Europa (147) e o Chevrolet Chevette.
O Gol é um projeto totalmente nacional. Pois os carros produzidos pela Volkswagen na Europa, apesar de modernos, não tinham a resistência que os engenheiros da época pensavam ser necessária para enfrentar as precárias condições das vias existentes no Brasil. Imagine se a VW houvesse lançado um carro frágil, que em menos de 10 anos fosse apresentar problemas estruturais, o que que eles iam fazer com aquele slogan “VW, você conhece, você confia”, que lutaram tanto para firmar?
Por isso, resolveu-se criar um carro exclusivo para o nosso pais, um legítimo tupiniquim. Foi então que veio um engenheiro alemão chamado Phillip Schmidt, que era diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da montadora no Brasil, que convenceu a matriz a investir num projeto desse porte. Em 1976, esse alemão e sua equipe pegaram emprestada a plataforma do Polo europeu, melhoraram sua estrutura, pegaram emprestada também a inspiração no design do Scirocco (esportivo da marca na época) e, em 1980, depois de uma gestação de 4 anos, nasceu o Gol. Que aliás, foi batizado seguindo a tendência da marca alemã em batizar seus hatch com nomes de esportes (como Polo, Golf e Derby). Isso tudo unido ao inegável fato de vivermos no país do futebol. Não podia dar noutra. Gol de placa da VW.
Mas quem disse que depois de uma gestação assim sua vida seria fácil?
Primeira Geração (Gol quadrado)
- Em 1980, ele foi lançado com o motor 1300 herdado do Fusca (para reduzir custos). Você sabe, o casamento de um projeto super moderno e um motor super antiquado não poderia dar muito certo, e isso lhe rendeu várias críticas quanto ao desempenho.
- Em 1981, a VW pareceu perceber o problema e colocou no mercado o Gol com motor 1600 de duplo carburador, também emprestado do Fusca. A estratégia da VW ficou conhecida na época “como resolver uma coisa estragando outra”. Pois o carro agora não era fraco, mas beberrão!
- Em 1984, o Gol ganhou a versão GT, que dessa vez vinha equipada com um motor “decente”, o MD270 1.8 (o mesmo que equipava o Santana).
- Só em 1987 a versão 1600 refrigerada a ar foi deixada de lado, dando lugar motor MD270 1.6.
- Em 1988, o Gol GT recebeu o motor “AP” que, fora uma modificação ou outra, segue em uso até hoje nos carros da marca. Também trocou de nome, agora se chamava GTS.
- Em 1989, a VW inova novamente (no Brasil) e começa a produzir o primeiro modelo nacional dotado de ingeção eletrônica de combustível. É a nova versão esportiva do Gol, a GTI 2.0.
- Em 1993 nasce o aclamado Gol 1000. Apesar de raquítico, esse fruto de incentivos fiscais para carros dotados de motores menores, era muito econômico e muito mais barato que o carro com motor 1.6. Por isso, ele acabou se tornando um sucesso de vendas.
Segunda Geração (Gol Bolinha)
- Em 1994, depois de 13 anos na linha de montagem, o Gol finalmente é remodelado. Com plataforma baseada na do então atual Santana, ele ganha traços arredondados inspirados nos do Golf III. Ganha o apelido “bolinha” e cai de vez no gosto do consumidor brasileiro.
- Em 1996, chega o Gol GTI 16v, com 145 cv. Foi outro marco da história do automóvel brasileiro.
- 1997 foi o ano em que todos os motores da linha Gol ganharam injeção eletrônica.
Terceira Geração (G3)
- Em 1999, chega a terceira geração do Gol. Embora continuasse com a mesma plataforma, ganhou ainda mais gás para enfrentar seus concorrentes diretos.
- Em 2001, ele ganha uma versão TURBO. Apesar de 1.0 16v, ele rendia 112 cavalos (o mesmo que um GTI 2.0 de 1989). Além do motor pequeno, potente e econômico, o carrinho também trazia um visual esportivo e itens de série bem parecidos com os do Gol GTI.
- Em 2003, a VW inova outra vez e traz o primeiro sistema de injeção eletrônica Flex Fuel do Brasil, que roda com qualquer mistura de álcool e gasolina. Hoje o sistema equipa quase todos os modelos produzidos por aqui.
Quarta Geração (G4)
- 2005 foi o ano de maquiar o Gol para fazê-lo parecer novo e ainda dar um jeito de de reduzir custos diminuindo a qualidade dos materiais empregados. Não durou muito.
Quinta Geração (G5)
Em 2008, o Gol ganha uma remodelação total, não como ocorreu nas gerações 3 e 4, que só receberam melhorias na aparência. Podemos dizer que, agora que compartilha a plataforma do Polo, o Gol volta a ser um carro moderno e arrojado. Sem falar nos benefícios da troca da plataforma, agora que o motor deixa de ser longitudinal, ele ganha mais espaço interno do que nunca, mas o porta-malas segue sendo pequeno.
Então, se você também escutou aqueles rumores sobre a morte do Gol ou a troca de seu nome numa futura geração, esqueça. Pois nunca tirariam de linha um carro tão amado e com essa história!

Já sabemos que ele terá as mesmas opções de motorização do seu irmão hatch, que são a 1.0 e a 1.6 ambas flex e que terá um porta malas generoso. Também virá em 4 opções de acabamento, uma mais popular com motor 1.0 e três com motor 1.6. Agora só falta a VW divulgar o preço!