Se você já jogou o espetacular jogo Mafia (se não jogou e gosta de jogos estilo GTA, recomendo, é um dos melhores jogos que já saíram para PC. Melhor até que GTA se você gostar de danos realistas de carros e história bem trabalhada, cinemática) e terminou, liberando o modo “Extreme Free Ride”, você deve ter desbloqueado um taxi extremamente veloz que vai pelo nome de “Manta”.
Pois bem, como todos os carros de Mafia, inclusive os protótipos, ele realmente existiu. Trata-se do “Phantom Corsair”, lançado em 1938 como o carro do futuro. Ele foi até exibido com o nome de “Flying Wombat” em um filme do mesmo ano, “The Young In Heart”, que ainda trazia um senhor estupefato com as portas automáticas da loja de carros do futuro.
O coupé foi projetado pelo californiano Rust Heinz para acomodar, confortavelmente, uma família de 6 pessoas. O projeto usava o chassi mais avançado da época e um potente motor V8 de 195HP, ambos do Cord 810 (também um carro presente no jogo, a partir das missões de 1937, com o nome de Thor 810). O conjunto pesava 2 toneladas e “voava” a incríveis 185 km/h (lembre-se de que estamos falando de um carro de 1938, 70 anos atrás!)
Embora, no filme, pareça haver vários carros na loja, o projeto se acabou com a morte de seu projetista, quando este havia acabado de terminar o primeiro e único modelo produzido do carro. Quanto aos outros modelos que aparecem na loja, acredita-se que tenham sido feitos de cera.
Veja o “Flying Wombat” na cena do filme “The Young in Heart”
Se alguém quiser saber de carros neste país, precisa conhecer, e muito bem, o Gol. Por isso, nós do www.carrobonito.com dedicamos uma matéria especial a ele. Vamos lá?
O carro mais amado para os brasileiros só podia ser um Volkswagen mesmo. Criado inicialmente como um substituto para o bom e velho (e põe velho nisso) Fusca, que vinha enfrentando problemas de vendas quando competia com carros de projeto muito mais recente, como o Fiat Europa (147) e o Chevrolet Chevette.
O Gol é um projeto totalmente nacional. Pois os carros produzidos pela Volkswagen na Europa, apesar de modernos, não tinham a resistência que os engenheiros da época pensavam ser necessária para enfrentar as precárias condições das vias existentes no Brasil. Imagine se a VW houvesse lançado um carro frágil, que em menos de 10 anos fosse apresentar problemas estruturais, o que que eles iam fazer com aquele slogan “VW, você conhece, você confia”, que lutaram tanto para firmar?
Por isso, resolveu-se criar um carro exclusivo para o nosso pais, um legítimo tupiniquim. Foi então que veio um engenheiro alemão chamado Phillip Schmidt, que era diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da montadora no Brasil, que convenceu a matriz a investir num projeto desse porte. Em 1976, esse alemão e sua equipe pegaram emprestada a plataforma do Polo europeu, melhoraram sua estrutura, pegaram emprestada também a inspiração no design do Scirocco (esportivo da marca na época) e, em 1980, depois de uma gestação de 4 anos, nasceu o Gol. Que aliás, foi batizado seguindo a tendência da marca alemã em batizar seus hatch com nomes de esportes (como Polo, Golf e Derby). Isso tudo unido ao inegável fato de vivermos no país do futebol. Não podia dar noutra. Gol de placa da VW.
Mas quem disse que depois de uma gestação assim sua vida seria fácil?
Primeira Geração (Gol quadrado)
- Em 1980, ele foi lançado com o motor 1300 herdado do Fusca (para reduzir custos). Você sabe, o casamento de um projeto super moderno e um motor super antiquado não poderia dar muito certo, e isso lhe rendeu várias críticas quanto ao desempenho.
- Em 1981, a VW pareceu perceber o problema e colocou no mercado o Gol com motor 1600 de duplo carburador, também emprestado do Fusca. A estratégia da VW ficou conhecida na época “como resolver uma coisa estragando outra”. Pois o carro agora não era fraco, mas beberrão!
- Em 1984, o Gol ganhou a versão GT, que dessa vez vinha equipada com um motor “decente”, o MD270 1.8 (o mesmo que equipava o Santana).
- Só em 1987 a versão 1600 refrigerada a ar foi deixada de lado, dando lugar motor MD270 1.6.
- Em 1988, o Gol GT recebeu o motor “AP” que, fora uma modificação ou outra, segue em uso até hoje nos carros da marca. Também trocou de nome, agora se chamava GTS.
- Em 1989, a VW inova novamente (no Brasil) e começa a produzir o primeiro modelo nacional dotado de ingeção eletrônica de combustível. É a nova versão esportiva do Gol, a GTI 2.0.
- Em 1993 nasce o aclamado Gol 1000. Apesar de raquítico, esse fruto de incentivos fiscais para carros dotados de motores menores, era muito econômico e muito mais barato que o carro com motor 1.6. Por isso, ele acabou se tornando um sucesso de vendas.
Segunda Geração (Gol Bolinha)
- Em 1994, depois de 13 anos na linha de montagem, o Gol finalmente é remodelado. Com plataforma baseada na do então atual Santana, ele ganha traços arredondados inspirados nos do Golf III. Ganha o apelido “bolinha” e cai de vez no gosto do consumidor brasileiro.
- Em 1996, chega o Gol GTI 16v, com 145 cv. Foi outro marco da história do automóvel brasileiro.
- 1997 foi o ano em que todos os motores da linha Gol ganharam injeção eletrônica.
Terceira Geração (G3)
- Em 1999, chega a terceira geração do Gol. Embora continuasse com a mesma plataforma, ganhou ainda mais gás para enfrentar seus concorrentes diretos.
- Em 2001, ele ganha uma versão TURBO. Apesar de 1.0 16v, ele rendia 112 cavalos (o mesmo que um GTI 2.0 de 1989). Além do motor pequeno, potente e econômico, o carrinho também trazia um visual esportivo e itens de série bem parecidos com os do Gol GTI.
- Em 2003, a VW inova outra vez e traz o primeiro sistema de injeção eletrônica Flex Fuel do Brasil, que roda com qualquer mistura de álcool e gasolina. Hoje o sistema equipa quase todos os modelos produzidos por aqui.
Quarta Geração (G4)
- 2005 foi o ano de maquiar o Gol para fazê-lo parecer novo e ainda dar um jeito de de reduzir custos diminuindo a qualidade dos materiais empregados. Não durou muito.
Quinta Geração (G5)
Em 2008, o Gol ganha uma remodelação total, não como ocorreu nas gerações 3 e 4, que só receberam melhorias na aparência. Podemos dizer que, agora que compartilha a plataforma do Polo, o Gol volta a ser um carro moderno e arrojado. Sem falar nos benefícios da troca da plataforma, agora que o motor deixa de ser longitudinal, ele ganha mais espaço interno do que nunca, mas o porta-malas segue sendo pequeno.
Então, se você também escutou aqueles rumores sobre a morte do Gol ou a troca de seu nome numa futura geração, esqueça. Pois nunca tirariam de linha um carro tão amado e com essa história!
Veja as fotos das diferentes etapas da evolução do modelo
Estava eu a procura de um esportivo antigo para meu uso pessoal, e como se por acaso do destino, me deparei com uma verdadeira “loja de jóias”. A loja tem de tudo que um admirador de motocicletas e automoveis antigos necessita para passar um dia todo. A loja compra, restaura, dá manutenção e vende carros antigos, sejam eles originais ou modificados.
E raridades não faltam, no pátio eu encontrei desde um Dodge Kingsway de 1951, uma Amazonas 1986 (lembra aquelas motos com motor VW 1600 que a policia rodoviária usava?) um Plymouth Cabriolet ano 1932, e até um raríssimo exemplar do Jaguar Mark IV Saloon de 1948 (só existe mais 1 no Brasil).
Além desses a empresa também conta com dezenas de carros de luxo e esportivos dos anos 50, 60, 70 e 80, como os Puma GTE e GTC, Miuras, Adamos, Corcel GT XP, vários Maverik, e uma infinidade de Opalas para todos os gostos e bolsos.
A loja se chama Via70 e fica na Av. Brasília, 5331 Curitiba – PR. O e-mail é antigo@via70.com e o telefone 41-8888-5383.
Conseguimos algumas fotos de carros esportivos dos anos 40, 50, 60, 70 e 80 fabricados nos Estados Unidos. A apresentação está disponível para download no site do Slideshare! É só clicar no ícone do canto inferior direito do slide para ir até lá e fazer o download.
Confira algumas fotos de legítimos American Muscle Cars
Aviso: este conteúdo foi produzido em 2008, quando se cogitava o possível lançamento do Verve no Brasil. Este veículo não é o Fiesta 2010. Agora, no final de 2009, e após crise financeira, fica claro para nós que o Fiesta não deve ser remodelado nem sair de linha. Se (e quando) o Verve for lançado, o mais provável é que o Fiesta continue em produção.
Baseado no Ford Verve (concept car apresentado pela Ford no Frankfurt Motor Show em 2007), o novo Ford Fiesta será produzido na planta da Ford de Camaçari, Bahia, a partir de 2010. Ele contará com versões 3, 4 e 5 portas e novas opções de motorização, que ainda não foram reveladas para o mercado nacional. Vale lembrar que as motorizações adotadas na Europa, Asia ou EUA, devido a diferenças nas leis e preferências do mercado local, nem sempre são adotadas no Brasil. Bons exemplos disso são os fatos de que nossos motoristas preferem carros com motores maiores e de apenas 8 válvulas (enquanto a maioria dos europeus prefere levar carros com motores menores mas com 16 válvulas) e que, devido a reduções de impostos, nossos carros populares são 1.0, enquanto na Europa são 1.4.
Apesar de moderno e agressivo, o design dessa nova linha de produtos Ford é também amigável e convidativo aos olhos. A Ford já introduziu o novo modelo no Reino Unido, onde é vendido simultaneamente ao modelo atual (o novo custa a partir de R$34.316,00 e o antigo a partir de R$34.930,00), a fim de testar a reação do público a seu design. Mesmo assim, a montadora pretende iniciar as vendas de seu novo “bebê mundial” nos mercados da Europa, Asia, EUA, Oceania e Brasil em julho de 2010.
Com a atitude de produzir e vender o novo Fiesta por aqui sem atrasos com relação às linhas de outros paises do mundo, a Ford mostra, mais uma vez, que sente respeito pelo público brasileiro e, ao contrário de outras montadoras, não traz apenas veículos indesejados em outras partes do mundo para nosso mercado.
Veja algumas fotos do novo Fiesta e do Concept Verve. Mesmo que você seja bastante detalhista, não vai encontrar muitas diferenças entre os dois modelos. Esperamos que você goste!
Dois slides interessantes mostrando vários modelos feitos desde a fundação da Mercedes-Benz em 1886. O primeiro lista a maioria dos modelos da montadora, o segundo tem fotos do Museu Mercedes-Benz em Stuttgart, Alemanha.
Um desfile com antigos Bugatti, Delahaye e outros, carros que outrora foram de luxo, queridos, requisitados e agora… bem, agora são o supra-sumo da elegância, de luxo, queridos e requisitados!
H muito tempo atrs, numa galxia no muito distante, havia alguns belos seds fabricados no Brasil que fizeram fama por seu luxo e conforto. No final da dcada de 1950 e comeo da dcada de 1960, o Brasil ainda estava dividido entre os carres de inspirao americana e os mais compactos (e nem to pequenos) europeus. dessa poca, por exemplo, o famoso Simca Chambord, tido como um baluarte do luxo e da beleza, um carro que parecia que estava voando, de to macia sua suspenso. Equipado com um motor V8 de 2,35 litros, o carro tinha fora suficiente para faz-lo gerar 90cv e chegar a 145km/h, o que lhe rendeu o apelido de Belo Antnio – bonito mas impotente.
Outro carro bem-quisto da poca, o Aero Willys 2600 de 1963 contava com um motor de 6 cilindros em linha e 2,6 litros. No era um V8 como o Simca Chambord, mas era mais potente e igualmente luxuoso.
E, para completar, uma coleo de anncios em revistas europias da Opel, a antiga montadora alem adquirida pela GM na dcada de 1920. H alguns modelos clssicos a, como o Commodore, que deu origem aos Opala brasileiros e o Chevette. Consegue localiz-los?
É comum, nas conversas entre amigos sobre carros, quando lembramos dos velhos modelos “banheiras” da década de 1970 que as pessoas digam que os carros hoje tendem a ser menores que os carros daquela época, que isso foi causado pelo choque do petróleo porque carrões são muito gastadores e blá blá blá. Bom, é verdade que a crise do petróleo da década de 1970 afetou duramente as economias ocidentais, EUA e Europa inclusive, e que isso fez com que diminuísse a venda dos “carrões”. A Chrysler que o diga, pois faliu justamente por causa disso. Mas os carrões realmente deixaram de ser fabricados, apenas ficaram mais econômicos ou tudo continuou na mesma?
Bom, no Brasil sim, os grandes carrões pararam de ser vendidos. Mas isso não aconteceu logo após a crise do petróleo. O Ford Maverick, carro considerado grande por aqui, mas uma aposta da Ford como um carro barato, compacto e econômico nos EUA, foi vendido por aqui até 1979, no auge da crise do petróleo. O Ford Galaxie, famoso por seu enorme motor V8, foi vendido até 1983, bem depois da crise. Os Dodge, bem, saíram de cena em 1979, com a quebra da Chrysler americana. O que restou para nós foram apenas os nossos conhecidos Chevette, Corcel, Del Rey, Opala, Fusca, Gol, Passat e outros que, embora viessem a ser substituídos por modelos mais econômicos depois, seriam todos modelos pequenos, à exceção do Opala. A resposta por aqui tem mais a ver com a crise econômica brasileira desde a década de 1980, reforçada fortemente pelo fechamento do mercado à importação de veículos, do que com o aperto do petróleo.
Enquanto isso, nos EUA, os grandes sedãs Chevrolet Impala, os Pontiac, os Buick e outros, bem como as picapes Ford e GM também sofreram nas vendas, a ponto do Chevrolet Impala ter tido sua produção interrompida na década de 1980, por exemplo, quando os carros japoneses, pequenos, econômicos e de baixa manutenção, entraram forte no mercado. Na Europa, a opção pelos carros menores fez o sucesso de fábricas como a então estatal Renault, da França, e a Fiat, na Itália. Mas os grandes modelos alemães Mercedes-Benz e BMW nunca pararam de ser fabricados. E, hoje em dia, o Chevrolet Impala é tão grande quanto o gigantesco Impala da década de 1950, os BMW série 5 e série 7 continuam sendo do mesmo tamanho das mesmas séries da década de 1970, entre outros exemplos.
Enfim, não é que os carros tenham ficado menores, meus amigos. É que nossos bolsos encolheram.
De 1970 a 1978 a Volskwagen do Brasil produziu um carro que certamente ficou na memória de muita gente. Marcou minha infância inclusive, quantas viagens não fiz nesses carros quando ainda pequeno!? O carro, que ficou conhecido como uma Brasília extendida foi, na verdade, lançado antes do pequeno Volkswagen, em 1969, enquanto a Brasília, que veio para concorrer com o Chevrolet Chevette, foi lançada em 1973.
O carro contava com um motor traseiro refrigerado a ar e tração traseira de 1.600 centímetros cúbicos, o mesmo que equipava a própria Brasília, o TL e o Fusca 1600. Mesmo com a suposta menor eficiência na refrigeração, o motor era robusto e resistente, gerando 67 cv que faziam o carro chegar a mais de 130km/h, segundo teste da Revista Quatro Rodas. Aliado à facilidade de manutenção, o motor certamente contribuiu para o sucesso do carro.
Em 1978 o carro sofreu uma reformulação, passando a ficar mais com a cara da Brasília, ganhando o nome de Variant II. Porém, já caro para a época e defasado tecnologicamente, o modelo foi tirado de linha em 1981.
Abaixo, alguns vídeos que mostram a evolução do carro:
Variant 1970
Variant 1976
Música: Lynyrd Skynyrd – Sweet Home Alabama de 1974
Variant II 1978
VW Passat Variant
Note que o VW Variant se trata de uma variação do TL, não do Passat. Na Europa, o Passat Variant já existia na década de 1970 e era simplesmente a versão perua dos mesmo Passat que eram fabricados no Brasil naquela época. Em 1980, a linha Passat passou por uma reformulação e se tornou o carro que conhecemos por Santana, que foi lançado aqui em 1984. Portanto, o VW Passat Variant deles é a nossa Quantum. Com a abertura das importações na década de 1990, os Passat alemães passaram a conviver com os “Passat” brasileiros, ou seja, os Santana e Quantum, que saíram de linha em 2006.
Na galeria abaixo, vemos o Passat Variant 1973 europeu, carro que não foi vendido por aqui:
O Passat Variant 1980 europeu, que viria a ser a nossa Quantum:
O Passat Variant 1988 europeu, que viria a ser a nova Quantum 1992 (Santana em 1991) com grade diferente:
O Passat Variant 1993 que, sendo importado, conviveu com os velhos Santana e Quantum da geração anterior:
O Passat Variant 1997, que fazia ficar ainda mais evidente a diferença dos velhos Santana e Quantum e de suas contrapartes alemãs:
Passat Variant 2000:
A maravilhosa versão atual, de 2005, aqui representada como a Passat Variant 2006: